Economia & Mercado

AGU recorre contra liminar que suspende reajuste de impostos sobre combustíveis

Combustível (Foto Divulgação)

A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu ao Tribunal Regional Federal (TRF-1), sediado em Brasília, para anular a decisão que suspendeu ontem (25) o aumento das alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a gasolina, o diesel e o etanol, anunciado pelo governo na quinta-feira (20).

A suspensão foi determinada nesta manhã pelo juiz Renato Borelli, da 20ª Vara Federal no Distrito Federal, a partir da motivação de uma ação popular protocolada por um cidadão.

Para o magistrado, o reajuste deveria ter entrado em vigor em 90 dias e não poderia ter sido aprovado por meio de um decreto presidencial, mas por lei ordinária.

A previsão do governo é arrecadar mais R$ 10,4 bilhões com o aumento do PIS/Cofins sobre os combustíveis, de modo a conseguir cumprir a meta fiscal de déficit primário de R$ 139 bilhões para este ano.

Justiça Federal em Brasília suspende aumento de impostos sobre combustíveis

[T] André Richter/Agência Brasil

Pagamento do abono salarial começa na quinta-feira (27)

CAIXA AGENCIA PIS

Nascidos em julho poderão, a partir da próxima quinta-feira (27), fazer o saque do abono salarial ano-base 2016. Os pagamentos serão efetuados conforme o mês de nascimento do trabalhador, começando com os nascidos em julho.

Os beneficiários deste mês, titulares de conta individual na Caixa com saldo acima de R$ 1 e movimentação, terão crédito automático no dia 25 de julho.

Os valores do benefício variam de R$ 79 a R$ 937, de acordo com o tempo de trabalho durante o ano de 2016. Os recursos ficarão disponíveis ao trabalhador até 29 de junho de 2018.

Tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no Programa de Integração Social (PIS) ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), há pelo menos cinco anos, que trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2016, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos e que teve seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), ano-base 2016.

calendário-PISO trabalhador que possui Cartão Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir a uma casa lotérica, a um ponto de atendimento Caixa Aqui ou aos terminais de autoatendimento da Caixa. Caso não tenha o Cartão Cidadão, o valor pode ser retirado em qualquer agência do banco, ao apresentar documento de identificação. O trabalhador vinculado à empresa pública possui inscrição Pasep e, nesse caso, o pagamento desse programa é feito pelo Banco do Brasil.

Reabertura do calendário – Trabalhadores que não sacaram até dia 30 de junho o abono salarial ano-base 2015 terão nova oportunidade para sacar o benefício. O valor estará disponível para saque de 27 de julho a 28 de dezembro de 2017. O Ministério do Trabalho disponibiliza uma ferramenta on-line de consulta para o trabalhador saber se tem direito ao abono salarial ano base 2015.

[T] Portal Brasil

Programa de saques de contas inativas do FGTS entra na última semana

Caixa--FGTS-(Foto-Marcelo-Camargo_Agência-Brasil)

O prazo para a retirada dos valores das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) termina na próxima segunda-feira (31). Até agora, já foram pagos mais de R$ 42,8 bilhões, para 25,3 milhões de trabalhadores.

Segundo a Caixa Econômica Federal o montante pago até o dia 19 de julho equivale a 98,33% do total inicialmente disponível para saque (R$ 43,6 bilhões). O número de trabalhadores que sacaram os recursos das contas do FGTS representa 83,73% das 30,2 milhões de pessoas inicialmente beneficiadas pela medida.

Agora, o saque está liberado para todos os trabalhadores que têm direito ao benefício, não importa a data de nascimento. Pode fazer o saque quem teve contrato de trabalho encerrado sem justa causa até 31 de dezembro de 2015.

Os trabalhadores podem consultar o saldo a receber na página da Caixa. Outra opção é o Serviço de Atendimento ao Cliente pelo 0800 726 2017.

[T] Sabrina Craide/Agência Brasil

[F] Marcelo Camargo/Agência Brasil

Preço dos combustíveis tem forte alta em Petrolina

Posto ...

Alegando dificuldades em recuperar a arrecadação, o governo federal decidiu aumentar tributos para arrecadar R$ 10,4 bilhões e cumprir a meta fiscal de déficit primário de R$ 139 bilhões. O Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a gasolina, o diesel e o etanol subiu para compensar as dificuldades fiscais, segundo nota conjunta dos ministérios da Fazenda e do Planejamento.

A alíquota subiu de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 para o litro da gasolina e de R$ 0,2480 para R$ 0,4615 para o diesel nas refinarias. Para o litro do etanol, a alíquota passou de R$ 0,12 para R$ 0,1309 para o produtor. Para o distribuidor, a alíquota, que estava zerada, aumentou para R$ 0,1964.

Os efeitos da medida foram sentidos quase que imediatamente pelo consumidor. Em Petrolina, por exemplo, onde a gasolina comum era vendida em média a R$ 3,85, o litro do combustível tem sido encontrado a um preço que varia sempre acima do R$ 4,20. O etanol passou de R$ 3,10, em média, para mais de R$ 3,30 e o diesel que era comercializado a 3,00, em média, subiu para mais de R$ 3,30.

Entidade diz que aumento de tributos prejudica competitividade do etanol

combustivel-foto-arquivo_agbrasil

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) criticou o aumento da alíquota do Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) dos combustíveis. Para a entidade, as recentes alterações de tributos irão prejudicar a competitividade do etanol em relação à gasolina.

“Infelizmente, o que se constata nessa decisão do governo é que não há qualquer traço de política pública para viabilizar o consumo de combustíveis renováveis. Se houvesse, o etanol teria ficado fora desse aumento de tributos”, avalia a Unica. Ao anunciar o aumento, o governo disse que foi necessário por causa da queda na arrecadação.

Para a entidade, o aumento de tributos deveria preservar a relação de 70% do preço do etanol em relação à gasolina, o que faz com que o álcool combustível seja mais vantajoso para a utilização em carros flex.

Na última quinta-feira (20), o governo anunciou o aumento do PIS e da Cofins sobre a gasolina, o diesel e o etanol, para compensar as dificuldades fiscais. A alíquota subiu de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 para o litro da gasolina e de R$ 0,2480 para R$ 0,4615 para o diesel nas refinarias. Para o litro do etanol, a alíquota passou de R$ 0,12 para R$ 0,1309 para o produtor. Para o distribuidor, a alíquota, atualmente zerada, aumentou para R$ 0,1964.

Governo – Após o anúncio do governo, entidades do setor produtivo também criticaram o aumento de tributos sobre os combustíveis. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e do Estado de São Paulo (Fiesp) informaram que a medida atrasará a recuperação da economia e que o governo deveria ter buscado outras formas de equilibrar as contas públicas e garantir o cumprimento da meta fiscal para este ano.

Durante reunião do Mercosul na Argentina, o presidente Michel Temer disse que compreende a reação contrária de representantes do setor industrial ao aumento de tributos sobre os combustíveis, mas ressaltou que o reajuste é fundamental para manter o crescimento do país e a meta fiscal. “É uma natural reação econômica, ninguém quer tributo. Quando todos compreenderem que é fundamental para incentivar o crescimento, para manter a meta fiscal, para dar estabilidade ao país e para não produzir nenhum ato que seja fantasioso ou enganoso para o povo, essa matéria logo será superada”, disse.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a queda da arrecadação justificou o aumento. “Isso ocorreu pela queda da arrecadação e em função da recessão e dos maus resultados, principalmente das empresas e de pessoas financeiras que refletiram nos prejuízos acumulados nos últimos dois anos que estão sendo amortizados. Existem medidas de ajuste fazendo com que o mais fundamental seja preservado: a responsabilidade fiscal, o equilíbrio fiscal”, declarou Meirelles.

[T] Sabrina Craide/Agência Brasil

[F] Arquivo Agência Brasil

Balcão do Milho beneficia produtores de Petrolina

Uma parceria da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Agrário de Petrolina com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) está beneficiando os produtores da região por meio da venda de milho a preços mais acessíveis. Em 40 dias de funcionamento na cidade, a operação do programa de venda em Balcão da CONAB, já comercializou cerca de 420 toneladas de milho para 623 criadores de Petrolina, Parnamirim e Lagoa Grande.

Com o subsídio da Companhia Nacional de Abastecimento, Governo Federal e a parceria da Prefeitura de Petrolina, os pequenos produtores atualmente pagam R$ 33 (saca de 60 quilos). Até 31 de dezembro, serão 8 mil toneladas disponíveis, que beneficiarão principalmente os pequenos produtores rurais, informou a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Agrário.

Os interessados em participar do programa precisam se dirigir ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), localizado na Avenida das Nações, 280 – Gercino Coelho,  de posse dos documentos de Identidade, CPF, Escritura ou ITR e Declaração da Adagro informando sobre o rebanho que possui.

[F] Divulgação/PMP

Sebrae inscreve para seleção de trainees em Petrolina

O Sebrae/PE amplia prazo de inscrições para selecionar 14 trainees. As inscrições podem ser feitas até o dia 11 de agosto, pelo site www.concepcaoconsultoria.com.br. Os benefícios oferecidos são: assistência médica (com coparticipação) e odontológica, plano de previdência privada (facultativa), seguro de vida, vale-transporte, vale-alimentação, auxílio atividade física e auxílio-creche para filhos com até 10 anos e 11 meses.

As 14 vagas para trainees são voltadas para candidatos que tenham concluído o ensino superior entre dezembro de 2014 e dezembro de 2016, sendo oito vagas para Recife, duas para Petrolina, duas para Garanhuns, e duas vagas adicionadas ao quantitativo inicial, para Goiana. As oportunidades são para recém-formados nos cursos de Design, Publicidade e Propaganda, Administração de Empresas, Administração com ênfase em Marketing, Ciências Contábeis, Ciências da Computação, Ciências Econômicas, Zootecnia e Veterinária. Confira edital no site da empresa organizadora: www.concepcaoconsultoria.com.br.

A seleção vai acontecer em três etapas: a análise curricular e documental, avaliação de conhecimentos e avaliação coletiva de habilidades e perfil. A taxa de inscrição custa R$ 100,00 e o salário oferecido é de R$ 3.829,70, com carga horária de 40 horas semanais.

Os Trainees participarão ainda de um Programa de Iniciação Profissional, desenvolvendo competências técnicas e comportamentais, com atuação nos diversos projetos e processos da área de negócios da instituição.

Trabalhadores têm até a próxima sexta-feira para sacar abono do PIS/Pasep 2015

DINHEIRO-PIS

Mais de R$ 1,083 bilhão estão disponíveis – até a próxima sexta-feira (30) – na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil para trabalhadores e servidores públicos que tenham cumprido pelo menos 30 dias de trabalho em 2015. Cada um pode ter até R$ 937 a receber, o valor de um salário mínimo. No entanto, 1,83 milhão de pessoas ainda não foram reclamar os  recursos.

Trata-se do abono dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) relativo ao ano-base 2015. Caso o valor não seja sacado por quem de direito até o prazo final, será destinado ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Têm direito ao abono, distribuído anualmente, os trabalhadores inscritos nos programas há pelo menos cinco anos, e que tenham trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias no ano de referência, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. É necessário ainda que os trabalhadores tenham tido seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

A Caixa é responsável pelo pagamento do abono PIS a trabalhadores com carteira assinada, enquanto o Banco do Brasil disponibiliza o Pasep a servidores públicos.

Balanço  – Segundo a Caixa, até quinta-feira (22), cerca de 1,5 milhão de trabalhadores ainda não tinham sacado R$ 770,1 milhões em benefícios. Também até o fim do dia de quinta-feira, segundo o Banco do Brasil, 330 mil pessoas ainda não haviam sacado R$ 313,7 milhões.

Para sacar o PIS, o trabalhador que tiver Cartão Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir aos terminais de autoatendimento da Caixa ou a uma casa lotérica. Caso não tenha o cartão, pode receber o valor em uma agência da Caixa apresentando documento de identificação. Informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 726 0227.

Os servidores públicos com direito ao Pasep devem verificar se houve depósito em conta. Caso isso não ocorra, devem procurar uma agência do Banco do Brasil e apresentar um documento de identificação. Mais informações podem ser obtidas pelo número 0800 729 0001.

[T] Mariana Branco/Agência Brasil

 

Pesquisa indica que 43% dos internautas fizeram mais compras online este ano

Computador-(Foto-Marcos-Santos_USP-Imagens)

Comprar pela internet se tornou um hábito do brasileiro, revela um estudo feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) nas 27 capitais do país. De acordo com o levantamento, 89% dos internautas realizaram ao menos uma compra online nos últimos 12 meses anteriores à pesquisa, percentual que se mantém elevado em todos as classes sociais analisadas. Os homens lideram entre os compradores online (93%), pessoas de 35 a 49 anos representam 95% dos consumidores e 99% pertencem às classes A e B. Apenas 4% das pessoas que têm acesso à internet admitiram nunca ter feito qualquer compra online.

A pesquisa mostrou que, mesmo em um cenário de crise, quase metade dos consumidores online (43%) aumentou a quantidade de produtos adquiridos pela internet este ano, na comparação com 2016. Para 38%, o volume se manteve estável, enquanto 18% diminuíram o número de compras feitas por esse meio. A consulta foi feita entre os dias 18 e 27 de abril passado.

A vantagem que o internauta brasileiro mais destaca é a percepção de que os produtos vendidos pela internet são mais baratos do que nas lojas físicas, razão mencionada por 58% desses consumidores. Outros motivos destacados são a comodidade de comprar sem sair de casa (45%), o fato de poder fazer as compras no horário que quiser (31%) e a economia de tempo (29%). Há ainda 28% de entrevistados que citam a facilidade que a internet proporciona na comparação de preços.

A professora Angela Paradelas compra pela web constantemente. “Compro regularmente, pela praticidade e pelo preço, mas procuro sempre o frete gratuito e faço muita pesquisa”. O empresário Diego Dominguez também compra nos e-commerces frequentemente, mas não adquire roupas nesses canais. “Geralmente compro coisas que eu conheço muito a respeito, me permite escolher o que mais atende às minhas expectativas, mas não costumo comprar vestuário, gosto de experimentar, e a política de troca tem uma burocracia muito grande”.

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a internet está moldando cada vez mais as relações de consumo entre clientes e lojistas. “A internet trouxe ao consumidor a liberdade de comprar quando e onde quiser. Se antes as pessoas tinham de ir até as lojas e demais centros de consumo, agora são os varejistas quem precisam encontrar seus clientes, oferecendo plataformas amigáveis, ofertas convidativas e informações relevantes para reter por mais tempo a atenção de potenciais compradores”, explica o presidente.

Desvantagens – Mesmo com as diversas comodidades, as desvantagens deixam os consumidores receosos. Quase a metade (49%) das pessoas sondadas enxerga o pagamento de frete como o lado negativo das compras online. Há também quem sinta falta de experimentar o produto (42%), não poder levá-lo para casa imediatamente após a compra (42%) ou então nem poder tocar ou sentir o cheiro daquilo que se está comprando (39%). Já a insegurança de que o produto de fato será entregue é preocupação de 30% dos internautas.

A secretária Adelaide Campos é uma das pessoas que ainda preferem comprar pelas lojas físicas. “Pelas poucas consultas online, me pareceu ser bom negócio em questão de valores e compromisso com entrega, porém não é rotina, ainda prefiro comprar com vendedores”. A filha dela, a relações-públicas Bárbara Gouveia, também prefere às lojas tradicionais ao e-commerce. “Podemos encontrar melhores ofertas online, mas acredito que pessoalmente é melhor pela experiência, desde de ser atendida por alguém, poder esclarecer sobre o produto e verificar se aquilo atinge ou não suas expectativas, tudo de forma imediata e pessoal”. O receio dela é se decepcionar com o produto comprado online. “Muitas vezes vemos as funcionalidades, mas, quando recebemos, não é como imaginamos”.

A facilidade e a comodidade proporcionada pela compra online também podem estimular as compras impulsivas. De acordo com a pesquisa, 46% dos compradores admitiram não ter planejado a sua última compra pela internet, seja porque se sentiram atraídos por promoções e funcionalidades do produto (38%) ou porque estavam movidos por aspectos emocionais naquele momento (10%), como ansiedade, baixa autoestima e necessidade de agradar a si próprio. Há, ainda, 5% de entrevistados que compraram online por não terem encontrado o produto nas lojas físicas.

Parcelamento no cartão – Em média, o internauta brasileiro gastou R$ 292 na sua última compra online, sendo que os homens gastaram mais do que as mulheres, média de R$ 343 ante R$ 243 gasto por elas. Nos últimos 90 dias anteriores à pesquisa, os consumidores realizaram três compras pela internet, em média. E na hora de pagar, o parcelamento no cartão de crédito foi o meio mais utilizado por 65% dos compradores. A média de prestações é de cinco parcelas.

Outros meios de pagamentos utilizados com frequência foram o boleto bancário (53%) e a parcela única em cartão (45%). Ferramentas como PayPal, Moip e Pag Seguro foram usados por 31% da amostra e somente 9% fizeram compras por meio de vales-presente.

O economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, lembra que usar o boleto bancário tem vantagem. “Grande parte dos sites oferecem descontos no pagamento com boleto bancário. Além disso, ele pode ser uma boa alternativa para quem possui um limite pequeno para as compras com o cartão de crédito e não quer se comprometer com dívidas”, explica a economista. A pesquisa mostra que, entre quem pagou à vista, 44% disseram ter conseguido algum desconto.

Mais comprados – Considerando os últimos três meses, os itens mais comprados foram peças de vestuário, calçados e acessórios (35%), ingressos para shows, teatro, cinema e eventos esportivos (27%), livros (27%), celulares (24%), produtos eletrônicos (24%), artigos para casa (24%), remédios ou produtos para saúde (22%) e cosméticos e perfumes (21%). A maior parte das compras é feita por meio de computadores ou notebooks (67%), mas 21% já utilizam os smartphones para comprar online.

Os sites das grandes redes varejistas são o principal local de compra na internet (81%), seguidos dos classificados de compra e venda (42%), dos sites especializados em roupas, sapatos e acessórios (30%) e dos sites de ofertas e desconto (28%). Os sites internacionais são preferência de 28% dos compradores online.

Problemas com compras – Entre os entrevistados, 87% dos internautas ficaram satisfeitos com a sua última aquisição na internet, contra apenas 4% de pessoas que ficaram insatisfeitas ou arrependidas com a experiência. Ainda assim, o estudo aponta que nem sempre o processo de compra transcorre de forma tranquila. Quase um quarto (26%) dos compradores online disse ter enfrentado algum problema ao realizar uma compra pela internet nos últimos 12 meses.

Os contratempos mais comuns foram a entrega fora do prazo (11%), não receber o produto (6%) e receber algo diferente do que havia comprado (6%). Há, ainda, 4% de pessoas que receberam o produto danificado.

Entre os que tiveram problemas, 37% não conseguiram ter o problema resolvido e ficaram com o prejuízo. Outros 60% disseram ter conseguido solucionar o problema, geralmente com a devolução do dinheiro (26%) ou com a troca do produto (11%).

Segurança online – Outro problema que aflige os internautas é a questão da segurança. De acordo com a pesquisa, os consumidores online dão nota 7,9 para o grau de segurança nas compras. Apenas 20% dos entrevistados garantem sentir-se totalmente seguros para fazer compras na internet.

Os especialistas do SPC Brasil também alertam que os empresários varejistas que atuam na internet devem encarar o investimento em segurança digital como um dos pilares de seu negócio, seja qual for o tamanho ou ramo de atuação, a fim de garantir a integridade de seus sistemas e dos dados pessoais e bancários de seus clientes.

A pesquisa demonstra que o internauta brasileiro está consciente quanto às medidas de precaução: 97% dos compradores tomam algum tipo de cuidado, a exemplo de comprar sempre em sites conhecidos ou indicados (60%), imprimir ou arquivar todos os passos de compra, inclusive e-mails de informação (40%) e evitar cadastrar dados do cartão de crédito para compras futuras (37%).

A pesquisa também mostrou quais são os produtos que os entrevistados jamais comprariam pela internet. A contratação de seguros (27%), joias (27%), bebidas (16%), remédios ou produtos para a saúde (16%) e produtos eróticos (15%) são as categorias de produtos que afastam os consumidores nas compras pela internet. O medo de ser vítima de fraudes (39%), como adulterações e falsificações são os motivos mencionados entre os que rejeitam esses tipos de produtos.

“Adaptar-se rapidamente às demandas crescentes dos consumidores é o grande desafio para os varejistas que atuam no e-commerce. O consumidor online está em busca de experiências de compra que combinam praticidade, percepção de valor e satisfação com cada produto. Quem dita boa parte das regras neste negócio são os clientes. Eles vão às compras no momento que julgam ser mais adequado e sempre estão em busca de preços competitivos, sem abrir mão da qualidade do produto”, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

[T] Ludmilla Silva/Agência Brasil

[F] Marcos Santos/USP Imagens

CDL de Petrolina assegura otimismo do comércio local com período junino

São-João---vendas

Os empresários que trabalham com artigos de festas, roupas, acessórios e comidas típicas já comemoram a boa fase nos negócios no período junino, em Petrolina.

A gerente de uma loja de artigos de decoração no centro da cidade, Aislany Patriota, garante que o movimento na loja, em função do mês junino foi superior aos meses anteriores. “O mês de junho foi muito bom para nossa loja. Os itens mais procurados foram chapéus de palha, tiaras, bandeirolas e painéis com tema junino. Vendemos muitos acessórios esse ano, mais do que no ano passado”, contou.

Para Aislany, o segredo do sucesso é investir em novidades. Como as festas juninas são momentos de confraternização, os consumidores sempre buscam por inovações e esse ano, a loja apostou no instrumento musical indispensável nos ‘arraiás’, a Sanfona. “As pessoas procuram por itens que possam alegrar suas festas em famílias, escolas ou em empresas. Esse ano fizemos um teste e trouxemos as sanfonas, e vendemos todas. O público busca novidades para fazer cada vez mais uma festa bonita e animada”, explica.

São-João---vendasJá de olho no próximo ano, Aislany acredita que 2018 será melhor em vendas e já se planeja para agradar um público com artigos voltados também para a Copa do Mundo. “Ano que vem será ano de copa, então vamos nos planejar para buscar mais novidades que mistura a paixão do brasileiro pelo futebol e pela festa de são João. Pode voltar aqui que encontrarão muitos itens para alegrar ainda mais as festas juninas. Prezamos por atender nosso público com qualidade”, garantiu, a gerente.

Para o presidente da CDL Petrolina, Manoel Vilmar, a festa junina tem ganhado força entre as datas comemorativas do calendário comercial, e é uma oportunidade para aquecer o mercado durante todo mês de junho.

“Sentimos o otimismo do crescimento do comércio local nesse mês. A expectativa dos lojistas é que este ano seja melhor comparado ao mesmo período do ano passado. Os setores de calçados e vestuário, artigos de decoração e aviamentos, bares e restaurantes, além de hotelaria, restaurantes e lanchonetes, são alguns segmentos que mais aquece o comércio nesse período”, ressaltou, Vilmar.