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    PRECISANDO DE REFORMA… – O prédio da Câmara de Vereadores de Juazeiro dá sinais de que precisa de uma reforma. A cerâmica das paredes está caindo, deixado uma sensação de abandono. (Gabriel Oliveira)

    Gazzeta na Sexta

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    Entrevistas

    Prioridade do PSDB é derrubar veto à regulamentação da Emenda 29

    Publicado em 17 de Fevereiro de 2012

    Aos 39 anos, o deputado Bruno Araújo (PE) é o líder mais jovem da história do PSDB. O parlamentar foi 1º vice-líder da legenda entre 2008 e 2009, relator setorial do Orçamento em 2009, relator da Receita em 2010 e, atualmente, preside a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

    Antes de chegar ao Congresso, o advogado exerceu dois mandatos de deputado estadual em Pernambuco. Foi presidente da Assembleia Legislativa e líder do Governo Jarbas Vasconcelos. Toda a trajetória pública de Araújo foi pelo PSDB, partido ao qual é filiado há 16 anos.

    Bruno Araújo substitui o deputado Duarte Nogueira (SP) na liderança do partido. Nesta entrevista à Agência Câmara, o novo líder fala sobre as prioridades de votação do PSDB para 2012.

    Quais as principais propostas que estão na pauta da Câmara neste ano na avaliação dos integrantes do seu partido?

    Bruno Araújo – Vamos ser vigilantes com o processo de oposição e incrementar nossas propostas. O PSDB precisa ser um partido de posições. Há um trabalho conjunto na bancada para termos uma visão precisa de cada temática que identificarmos como importante. Queremos colocar na pauta de votação um tema novo, que é a votação dos vetos da presidente Dilma Rousseff à Lei Complementar 141/12, que regulamentou a Emenda 29 para garantir mais recursos para a saúde. Esses vetos tiraram dinheiro da saúde. Tivemos, ao longo de anos, a discussão que permitiu um acordo para aporte de recursos para a saúde. Porém, um dos vetos [de aumento dos gastos da União em saúde se houvesse reestimativa do valor do Produto Interno Bruto] manteve o ônus para estados e municípios. A saúde é das coisas mais graves do que temos em nossas demandas sociais, e o governo virou as costas para a questão. Acho que, nesse caso, vai valer a consciência da maioria dos deputados. A saúde pública entrou na UTI e o veto é uma das formas de amenizar o sofrimento de milhares de brasileiros.

    E com relação às principais votações, como a divisão dos royalties do petróleo (PL 2565/11), o Fundo de Previdência do Servidor e a Lei Geral da Copa, como o PSDB irá atuar?

    Bruno Araújo – A questão dos royalties não envolve os partidos, mas estados produtores e não produtores. O governo não tem tido coragem de discutir o tema. Põe o tema para debaixo do tapete, tem protelado a resolução há muito tempo e isso tem causado impactos em investimentos. O governo não contribuiu para a celeridade do projeto. Com relação ao Funpresp [PL 1992/07] e à Lei Geral da Copa [PL 2330/11] ainda temos que fechar a posição do partido.

    A reforma política é uma prioridade para o governo e ainda não avançou muito no Congresso. Qual a posição do PSDB?

    Bruno Araújo – Estamos no 10º ano da administração petista e vemos essa manifestação de prioridade e isso não tem passado de retórica. O PT anuncia a reforma política e tributária como prioridade. Mas, se fosse mesmo prioridade, o governo já teria decidido em votação. Isso não passa de ficção. Quando a maioria decidir votar essa e outras propostas, o PSDB vai dar suas considerações.

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    Líder do PMDB prioriza previdência de servidores e distribuição de royalties

    Publicado em 17 de Fevereiro de 2012

    Em sua 11ª legislatura consecutiva, o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) foi reconduzido ao cargo de líder do partido na Câmara neste ano. Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Alves começou sua carreira como parlamentar ainda durante a ditadura militar, um ano após seu pai, Aluísio Alves, então deputado federal, ser cassado pelo Ato Institucional nº 5. Líder do PMDB na Câmara desde 2007, o deputado comemorou a nova eleição: “Em todos esses anos, sempre fui eleito por aclamação, de forma consensual. Isso me honra muito e engrandece minha biografia”.

    Quais as principais propostas que estão na pauta da Câmara neste ano na avaliação dos integrantes do seu partido?

    Henrique Eduardo Alves – São muitos temas relevantes. Dois deles, que devem exigir nossa atenção e nosso esforço, são o Fundo de Previdência do Servidor [PL 1992/07] e a distribuição dos royalties do pré-sal [PL 2565/11]. O regime de previdência complementar do servidor público federal representa um avanço importante para o País e uma garantia de equilíbrio das contas públicas no longo prazo. Já em relação aos royalties, o Congresso tem o dever de permitir a distribuição das riquezas do País a estados e municípios não produtores, que sonham com esses recursos para garantir melhorias para sua população.

    A Câmara aprovou no ano passado o projeto que reformula o Código Florestal [EMS 1876/99] e permite o uso das áreas de preservação permanente (APPs) já ocupadas com atividades agrossilvipastoris, ecoturismo e turismo rural. O projeto foi alterado no Senado e volta para deliberação na Câmara este ano. Qual a posição do PMDB no tema?

    Henrique Eduardo Alves – Nós avaliamos de forma clara que é preciso conciliar preservação do meio ambiente e desenvolvimento de atividades produtivas. Devemos permitir que aqueles que trabalham com a terra e fazem dela seu futuro tenham garantias para continuar produzindo. São eles que fazem deste País um dos maiores exportadores do mundo. O texto do Código Florestal aprovado pela Câmara no ano passado já representa uma vitória. No Senado, ele foi aprimorado e devemos sugerir alguns poucos ajustes neste ano. Eles ainda estão sendo discutidos entre os integrantes do partido com o objetivo de chegarmos a um consenso, mas não há dúvida de que o texto que sair desta casa será uma vitória para o País.

    E quanto à Lei Geral da Copa (PL 2330/11)?

    Henrique Eduardo Alves – Nesse tema, parece que o governo está chegando a um ponto comum em relação aos aspectos mais divergentes. Deve ser permitida a venda de bebidas alcoólicas em lugares específicos, mas não por meio de vendedores ambulantes. Também deve ser permitida a meia-entrada para grupos que têm direitos a esse benefício. Deve-se ainda garantir ingressos populares para pessoas de baixa renda, que não têm condições de comprar uma entrada para o evento, que costuma ser cara. Esses pontos estão sendo acertados. O importante aqui é que o Brasil vai dar conta do grande desafio que se propôs e mostrará ao mundo que pode receber um evento desse porte.

    [T] Agência Câmara [F] Gustavo Lima

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    Secretário explica demora em divulgar atrações do carnaval de Petrolina

    Publicado em 16 de Fevereiro de 2012

    Há menos de uma semana para o início do carnaval oficial, quem irá passar a festa em Petrolina ainda não sabia sua programação oficial completa. Somente nesta quarta-feira, a Prefeitura Municipal divulgou a grade de atrações.

    Em entrevista ao Gazzeta do São Francisco, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Eventos, Luis Claudio explicou a demora em divulgar a programação oficial do Carnaval de Petrolina e porque o município não investiu para trazer nenhuma atração para a folia da cidade. Confira os principais trechos.

    GAZZETA DO SÃO FRANCISCO – Por que a demora em divulgar as atrações dos polos?

    LUIS CLAUDIO – Existe uma coisa que todo órgão publico tem que é o orçamento. Temos um orçamento para ser trabalhado no Carnaval e um orçamento para o São João. O orçamento do São João tem um valor e a partir do momento que a gente tem uma indefinição do estado se são cinco, quatro, três, dias, oficialmente só soubemos da programação quando ela foi pro site do Governo do Estado, então fico sem saber exatamente qual será meu custo. Nós imaginávamos que o apoio do estado fosse maior porque o Governo do Estado entrando com infraestrutura de palco, som e camarins, sobraria recurso para a gente poder potencializar os polos, mas de qualquer forma o que a gente está fazendo atende bem aquelas comunidades.

    GAZZETA – Qual o orçamento da prefeitura para o Carnaval?

    LUIS CLAUDIO – Existe um orçamento que não tem como mensurar que são os serviços oferecidos pela prefeitura, no período do carnaval, como limpeza, manutenção elétrica e outros serviços essenciais que tem que se deslocar para os polos. Existe também o custo gerado pelo apoio aos blocos, orquestras, decoração da cidade, palcos, sonorização, luz, chega a ser mais de R$ 300 mil. A programação além de sair com certo atraso causa certa polêmica porque as pessoas questionam muito, Petrolina tem uma cultura que tem muitas tendências inclusive tendências fortes do axé e pagode por conta da proximidade com Juazeiro e atividade econômica que traz pessoas de outras regiões.

    GAZZETA – A prefeitura não poderia trazer outras atrações?

    LUIS CLAUDIO – É como falei anteriormente, a partir do momento que tem custo com outras responsabilidades que não seria do município, entre aspas, e a partir do momento que tem um evento que cresce muito em 2011 que foi o São João do Vale exige-se muito do município durante os dias de São João. Nossa proposta é que o São João seja mais forte não é para compensar o Carnaval, mas porque é um anseio maior da população.

    GAZZETA – Porque não realizar o baile municipal?

    LUIS CLAUDIO - Inclusive outras prefeituras não só de Petrolina há algum tempo vem optando por não realizar esse tipo de baile. Hoje em dia todas as prefeituras tem dificuldade com orçamento. O que acontece com o baile municipal é que ele exige que o recurso todo seja do poder publico. A lei hoje é mais rigorosa e o município não pode apoiar nenhum evento que possa haver cobrança de ingresso. A lei que não permite que possa ser investido recurso público em evento com cobrança. E o recurso que seria gasto com o baile municipal, a princípio foi colocado um projeto no início, a gente canalizou para oficinas de frevo e outras ações, são cerca de ações, como concurso de swingueira e concurso de fantasia.

    [T] Geovani Siqueira [F] Gabriel Oliveira

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    PT quer aprovação rápida da Lei da Copa e da previdência do servidor

    Publicado em 15 de Fevereiro de 2012

    Novo líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados, o deputado Jilmar Tatto (SP) afirmou que a bancada buscará aprovações rápidas do projeto da Lei Geral da Copa (PL 2330/11) e da proposta que cria o fundo de previdência complementar do servidor público (Funpresp – PL 1992/07).

    Tatto também ressaltou que a defesa do governo da presidente Dilma Rousseff será a maior prioridade do partido neste ano, e que as eleições municipais também estão no foco.

    Escolhido para a liderança do PT nesta terça-feira, Jilmar Tatto ocupará o cargo ao longo de 2012, no lugar de Paulo Teixeira (SP), que foi o líder no ano passado. Natural de Corbélia (PR), Tatto, 46 anos, iniciou sua atuação política nas Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica em Santo Amaro (SP). Filiado ao PT desde 1981, foi deputado estadual e presidente do PT paulista, e, entre 2001 e 2004, secretário de Abastecimento, das Subprefeituras, dos Transportes e por fim de Governo na gestão da prefeita Marta Suplicy (PT), quando comandou a implantação do bilhete único no sistema integrado de transporte da capital paulista.

    Quais as prioridades do seu partido?

    Jilmar Tatto – Em primeiro lugar, a defesa do governo Dilma e da política em curso para o desenvolvimento do País, que tem quatro pilares: crescimento econômico, combate à pobreza, investimento pesado na educação e controle da inflação. E, no âmbito interno do PT, vamos aprofundar a questão das prefeituras, das eleições municipais, porque a agenda política deste ano é eleitoral.

    Qual a posição do partido em relação a temas polêmicos que estão na agenda deste semestre, como a Lei Geral da Copa?

    Jilmar Tatto – Precisamos aprová-la o mais rápido possível, para assegurar o andamento das obras e a estabilidade nas relações com a Fifa.

    *Confira a entrevista completa na edição impressa do Gazzeta

    [T] Agência Câmara [F] Brizza Cavalcante

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    Líder diz que prioridades do PDT incluem reforma política e Copa

    Publicado em 14 de Fevereiro de 2012

    O novo líder do PDT na Câmara, deputado André Figueiredo (CE), afirmou que as prioridades do partido para este ano incluem a votação do novo Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10), da reforma política e da Lei Geral da Copa (PL 2330/11). Em seu terceiro mandato de deputado federal, Figueiredo foi eleito para a liderança do partido, em substituição ao deputado Giovanni Queiroz (PA).

    Formado em Economia e Direito, André Figueiredo foi o primeiro presidente da Juventude Socialista do Ceará. Atualmente, ele preside a legenda no Ceará e, recentemente, assumiu o cargo de presidente interino do PDT nacional.

    Entre 2007 e 2010, foi secretário-executivo do Ministério do Trabalho. Na Câmara, foi 1º vice-presidente da Comissão de Turismo e Desporto e é presidente da Frente Parlamentar da Atividade Física para o Desenvolvimento Humano. A partir desta terça-feira, o jornal Gazzeta publica uma série de entrevistas com líderes partidários, realizadas pela Agência Câmara.

    Quais as prioridades do seu partido para discussão e debate na Câmara neste ano?

    André Figueiredo – O Plano Nacional de Educação (PNE), que é um dos pilares do programa do partido, com destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para o setor e com a proposta de educação integral, para que, em 10 anos, haja inclusão de todas as crianças. Além disso, a reforma política, a Lei Geral da Copa, o Código Florestal [EMS 1876/99] e os royalties do petróleo [PL 2565/11], que precisam ser discutidos de forma a reduzir as desigualdades regionais.

    Como está a relação do partido com o governo e suas propostas?

    André Figueiredo – Nós somos da base do governo, mas sempre deixamos muito claro tanto para o ex-presidente Lula como para a presidente Dilma que, em alguns momentos, vamos divergir em relação a propostas que atentem contra os princípios do partido.

    Qual a posição do partido em relação a temas polêmicos que estão na agenda deste semestre, como a Lei Geral da Copa?

    André Figueiredo – Estamos muito próximos da posição do relator. Concordamos com a liberação de bebidas alcoólicas dentro de regras estabelecidas, com a criminalização de atos de violência dentro dos estádios. Creio que haverá acordo na comissão especial e que a proposta será aprovada sem maiores problemas até a primeira quinzena de março.

    E o Código Florestal?

    André Figueiredo – A bancada do PDT não tem unanimidade de pensamento em relação a esse tema. Então, esperaremos para ver qual será o texto que virá do Senado para que possamos ou adotar uma posição unificada ou liberar a bancada. A tendência é, claro, que nós votemos com o governo.

    Qual a posição do PDT em relação à reforma política?

    André Figueiredo – O objetivo da reforma política deve ser reduzir a mercantilização dos processos eleitorais. A coincidência de datas de eleições atende a esse objetivo de minimização dos custos eleitorais. Além disso, a reforma deve objetivar a valorização dos partidos políticos, senão com listas fechadas, pelo menos com votos de legenda destinados a candidatos elencados em listas partidárias. Defendemos ainda a fidelidade partidária e o financiamento público de campanha.

    E em relação ao Fundo de Previdência Complementar do Servidor (PL 1992/07)?

    André Figueiredo – Esse é um tema extremamente complexo para o PDT. Teremos dificuldade de votar com o governo em relação a qualquer medida que prejudique o trabalhador, seja ele da iniciativa privada ou servidor público.

    Por fim, qual é a posição do PDT em relação à PEC 300/08, que fixa o piso salarial de policiais militares e bombeiros nos estados?

    André Figueiredo – O partido não tem uma posição firmada, apesar de a maior parte dos deputados ser favorável. Eu sou favorável. Entendo ser indispensável termos policiais militares e bombeiros bem remunerados, mas temos que defender mecanismos para que determinados estados não quebrem, pois o impacto financeiro será muito forte. Podemos fazer isso de forma gradual.

    [F] Saulo Cruz

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    “Eu acredito que não tem como retroceder, só avançar” diz Roberta Duarte

    Publicado em 4 de Fevereiro de 2012

    O município de Petrolina conseguiu, na última semana, dar um passo importante na busca de mais políticas públicas para a população. Tomou posse no dia 27 de janeiro, a nova secretária de Cultura, Roberta Duarte, responsável pela pasta, que foi criada, recentemente.

    Bacharel em Turismo pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), especialista em Gestão, Planejamento e Marketing Turístico pela Universidade Católica de Brasília aos 31 anos, Roberta, que já exerceu a atividade docente na região e, após passar por várias funções na área de cultura, assume o cargo com a importante missão de dar visibilidade aos grupos culturais existentes no município e vencer preconceitos, mostrando a qualidade do que é produzido pela comunidade local.

    A forte ligação com a área vem de família. Sua mãe é artista plástica e artesã, o pai possui um entrosamento forte com a música, assim Roberta desde muito cedo aprendeu a valorizar os elementos que contribuíram muito para sua formação. Nas atividades desempenhadas desde a época da faculdade, ela quis ficar próxima ao setor.

    Concursada pela prefeitura como animadora cultural, a nova secretária conhece bastante a realidade da área no município. Para comentar suas impressões e expectativas do início de sua gestão, Roberta recebeu a equipe de reportagem do Gazzeta do São Francisco. Confira a entrevista completa na edição impressa do Gazzeta.

    [T] Lidmillie de Castro [F] Williano da Silva

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    Livro discute a importância das escolhas sustentáveis

    Publicado em 31 de Janeiro de 2012

    Você sabe o que é sustentabilidade? Qual a relação de um besouro com o aumento da produção de carne? Vale a pena investir em um negócio sustentável? Apesar de serem temas recorrentes na mídia, questões como essas vêm preocupando a população nos últimos anos. No entanto, esses assuntos ainda são tratados como algo longe do cotidiano das pessoas e fora da realidade econômica da maioria.

    Pensando nisso, os autores Rafael Moraes Chiaravalloti e Cláudio Valladares Pádua, escreveram o livro Escolhas Sustentáveis (Editora Urbana). O objetivo da obra é fazer uma reflexão sobre a importância dos sistemas naturais e como a ciência pode ajudar as pessoas no processo de escolhas mais sustentáveis.

    Em entrevista ao Gazzeta do São Francisco, um dos escritores do livro, Rafael Morais Chiaravalloti que é biólogo e começou trabalhando com mamíferos no pantanal, falou sobre o livro e sobre o desafio de conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental. Mestre em desenvolvimento sustentável na Escola Superior de Conservação e Sustentabilidade, ele contou que intenção com o livro não foi tentar criar um manual de escolhas sustentáveis. “O que fizemos foi esclarecer os conceitos por trás da ideia de sustentabilidade e, a partir dai, esperamos que o leitor faça escolhas mais sustentáveis”.

    GAZZETA DO SÃO FRANCISCO – Em 2012 comemoramos 20 anos da Rio-92 que foi, salvo engano, o mais importante encontro pra discutir o meio ambiente e a sustentabilidade. Na opinião de vocês o que de concreto, mudou de lá pra cá?

    RAFAEL MORAIS CHIARAVALLOTI – Com certeza muita coisa mudou, principalmente, porque sustentabilidade entrou na agenda das pessoas – acredito que foi a principal mudança. Atualmente empresas e governos estão discutindo sustentabilidade, algo que há 20 anos não acontecia. Hoje, mesmo que estamos, de certa forma, longe de modelos sustentáveis temos espaço para discuti-los. Existem diversas ideias inovadoras que estão sendo realmente levadas a sério. Por exemplo, a Felicidade Interna Bruta (FIB). Há alguns anos pareceria uma proposta muito distante trocar a medida de Produto Interno Bruto (PIB) por Felicidade Interna Bruta, e hoje até a ONU está apoiando. Diversos outros exemplos (como o número de livros na área, citações científicas) mostram que definitivamente sustentabilidade está na agenda – agora o que falta é incorpora-la de verdade.

    GAZZETA – A ONU declarou 2012 como o “Ano Internacional da Energia Sustentável Para Todos”. No ano passado tivemos a explosão de quatro reatores da central nuclear de Fukushima 1, no nordeste do Japão, que levantou o debate sobre a geração de energia. Existe possibilidade de geração de energia para atender a demanda mundial, de modo sustentável?

    RAFAEL CHIARAVALLOTI – Existe uma discussão muito séria sobre esse tema que envolve exatamente essa pergunta. Por exemplo, o Reino Unido se dispôs a ter 20% do seu consumo de energia até 2020 proveniente de fontes renováveis, e a sua principal aposta está nos campos de energia eólica. No entanto, o livro Sustainable Energy – without the hot air do professor Mackay de Cambridge, diz que se realmente o Reino Unido está disposto a atingir essa meta, eles terão que separar uma área do tamanho do País de Gales para implantar os tais “cata ventos”, para um país pequeno como este, o espaço fica um pouco apertado!

    Por outro lado, existem estudos que mostram que se fossem instalados painéis solares no Saara, o problema de energia na Europa poderia se resolver por completo. No entanto, para transferir essa energia para a Europa ficaria muito caro, o que ainda torna o processo sem muito interesse econômico. Outra solução é o uso do carvão limpo, que promete ser um processo revolucionário.

    Para resumir, acredito que existem diferentes soluções para cada localidade. No entanto, ainda temos que avançar em algumas tecnologias para realmente vislumbrar um mundo “descarbonizado”. Outro ponto importante é o dinheiro envolvido com combustíveis fósseis, mas esses são outros quinhentos.

    GAZZETA – O ocorrido no Japão sepulta de vez a energia nuclear como alternativa?

    RAFAEL CHIARAVALLOTI – Eu diria que sepultou por um tempo. Logo após os acidentes no Japão, muitos países cancelaram todos os seus programas de energia nuclear. A Alemanha, por exemplo, foi um que anunciou política zero. No entanto, as vezes, o sapato aperta o calcanhar, e diante de uma crescente demanda pelo consumo de energia algumas países voltaram atrás; tecnicamente, a energia nuclear é uma das mais eficientes. Por isso, o Reino Unido já anunciou que irá instalar oito novos reatores nucleares. Embora, pessoalmente, eu discorde dessas políticas e ainda acredito que existem saídas para evitar o uso de energia nuclear, uma vez que o risco para a vida humana é muito alto.

    GAZZETA – No livro vocês fazem uma reflexão sobre a importância dos sistemas naturais e como a ciência pode ajudar as pessoas no processo de escolhas mais sustentáveis. Queria que vocês apontassem algumas escolhas sustentáveis que podem ser feitas por consumidores e pelos governos.

    RAFAEL CHIARAVALLOTI- A nossa intenção com o livro não foi tentar criar um manual de escolhas sustentáveis. O que fizemos foi esclarecer os conceitos por trás da ideia de sustentabilidade e, a partir dai, esperamos que o leitor faça escolhas mais sustentáveis. A nossa ideia é que a escolha parta do leitor – algo mais interno de autorreflexão. Não queremos fazer escolhas por ninguém.

    No entanto, claro, existem atos sustentáveis que podem ser feitos; desde simples atitudes até questões mais estruturais. Em uma questão mais macro, por exemplo, podemos citar a escolha da matriz energética do país. Existem diversos estudos científicos mostrando os problemas relacionados à instalação de grandes empreendimentos hidrelétrico (tanto relacionado a biodiversidade quanto às comunidades locais), por isso, por que não buscar outros modos de energia? Ou misturá-los com outras soluções?

    Muitas vezes as respostas para escolhas sustentáveis são respondidas em forma de perguntas, principalmente, “por que não fazer diferente?”

    GAZZETA – Nos últimos anos, algumas medidas com forte apelo ambiental foram adotadas com a proibição de sacolas plásticas nos supermercados. Como vocês veem medidas desse tipo? Realmente são eficazes?

    RAFAEL CHIARAVALLOTI – Considero que essas medidas são realmente bem interessantes, principalmente pela propagação dessas ações. Por exemplo, não deixar a torneira aberta no período em que se está escovando os dentes ultrapassa o grau da individualidade. A ação torna-se um ato de reflexão dentro da rede social e pode ter um efeito replicador. Os 11,5 litros de água que cada um economiza fechando a torneira enquanto escova os dentes, provavelmente, não serão suficientes para uma espécie não seja extinta. Entretanto, os atos isolados podem tornar-se importantes movimentos sociais que juntos trarão consequências para a conservação da biodiversidade e para o bem estar humano – sustentabilidade. E esse questão ganha maior importância nos dias de hoje com a web 2.0 – em que o mundo está inteiramente conectado.

    GAZZETA – Como conciliar desenvolvimento e preservação ambiental?

    RAFAEL CHIARAVALLOTI – Esta é a pergunta do milhão! Com outros colegas de trabalho temos pensado em uma pergunta até mais complicada. É possível um país em desenvolvimento ser sustentável?

    Partindo do começo para depois complicar. É possível sim ter desenvolvimento e, ao mesmo tempo, preservar o ambiente. Um exemplo interessante é dado por Herman Daly, um dos pais dessa ideia. Ele diz o seguinte, imagine que você queira melhorar a qualidade da sua pequena biblioteca de livros de receitas herdada pela sua tia-avó; bom, ao invés de apenas completar com novos livros, é possível substituir os livros velhos por livros novos, com isso a quantidade de livros ficaria a mesma e você melhorou a sua biblioteca (talvez sua tia-avó fique chateada!). O ponto principal é que podemos desenvolver sem aumentar o uso de recursos ou aumentar o impacto ambiental. Ai, alguém pode dizer: tudo bem, podemos ser sustentáveis com a nossa biblioteca, mas isso não resolve muita coisa. Na verdade isso é apenas um exemplo, uma vez que existem modelos para países inteiros baseados nessa ideia de crescimento, o próprio Herman Daly desenvolveu alguns, assim como, o pesquisador Tim Jackson. No Brasil o pesquisador José Eli da Veiga tem textos bem legais sobre o assunto. No entanto, esses modelos foram elaborados principalmente para países desenvolvidos (por exemplo Canadá).

    Agora se pensarmos em um país em desenvolvimento como o Brasil o cenário fica um pouco mais complicado. Mas não impossível. Existem modelos que podem agregar um desenvolvimento com a preservação ambiental e melhorias sociais. Uma mistura entre o crescimento zero do Daly com outros modelos. Na verdade ainda não existe uma fórmula mágica, mas se sentarmos juntos e discutirmos poderemos, com certeza, encontrar uma sustentabilidade à brasileira.

    GAZZETA – E o tão temido aquecimento global? O que pode ser feito para minorar os efeitos?

    RAFAEL CHIARAVALLOTI – O aquecimento global tornou-se uma questão quase religiosa. Algumas pessoas juram de pés juntos que é pura invenção e outras já se preparam para o fim do mundo. O problema foi o sensacionalismo envolvendo esse tema, que, para convencer, cada um que contava aumentava um grau – assim, uns passaram a não acreditar outros ficaram desesperados. O aquecimento global é realmente uma realidade, foi comprovado e revisado. A partir de dados de cerca de 650 mil anos de temperatura na Terra, foi provado cientificamente que após a Revolução Industrial a temperatura esquentou cerca de 0.6 C acima do esperado, e em 100 anos aumentará provavelmente entre 1.8C e 4C. E isso é um problema? Depende para quem você pergunta. Para a Terra não, pois há 20 mil anos a temperatura variava muito mais do que isso. A questão é que apenas foi possível desenvolver sistemas agrícolas e cidades porque o clima estava ameno, e se ele modificar muito, os nossos sistemas podem entrar em colapso (vale ler o livro do Jared Diamond “Colapso” e o “O Aquecimento Global” do arqueólogo Brian Fagan sobre o tema). Soma-se também o fim de diversas espécies e mudanças na configuração da paisagem.

    Para desacelerarmos esse mecanismo simplesmente devemos diminuir a emissão de CO2 e aumentar sua captação através do aumento das áreas florestadas (porque através da fotossíntese as plantas capturam CO2). Agora existem diversos mecanismos para fazer as duas coisas, como REED (desmatamento evitado), mercado de carbono, energia limpa, pagamento por serviços ambientais etc. Mas o principio é sempre o mesmo – aumentar a captação e diminuir a emissão.

    GAZZETA – Os efeitos serão mais críticos em regiões já naturalmente mais quentes como é o caso do Sertão do São Francisco, onde está localizada Petrolina?

    RAFAEL CHIARAVALLOTI – O principal problema do aquecimento global, por mais infame que pareça, não é o aquecimento em si. Temos problemas relacionados ao aquecimento sim, como o aumento do nível do mar – que aparentemente subirá 50 cm em cerca de 100 anos. Mas uma questão crucial é que com o aquecimento, o clima fica muito mais instável. Ou seja, o que irá acontecer em cada lugar, e já está acontecendo em alguns, é que as estações ficarão muito mais intensas. Por exemplo, um dos efeitos é a maior constância do fenômeno “El Nino”, assim, secas extremas ou chuvas torrenciais irão acontecer muito mais. Lugares frios, por exemplo, podem ficar muito mais frios, não necessariamente mais quentes. Outro problema é a maior intensidade de furacões e tufões. Na média a terra está esquentando, e o problema disso é que o clima fica muito mais “doido”.

    [T] Geovani Siqueira [F] Divulgação

     

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    Monteiro Neto: “Os interesses partidários não podem se sobrepor aos interesses da Frente Popular”

    Publicado em 28 de Janeiro de 2012

    Em sua primeira viagem político-administrativa do ano, o senador Armando Monteiro Neto (PTB) visitou os municípios sertanejos de Cabrobó e Orocó, no início da semana. Em Cabrobó, ele concedeu uma entrevista onde fez um balanço do ano de 2011 e apontou desafios que serão enfrentados pelo país. Como não poderia deixar de ser, tratou de sucessão municipal.

    Foi provocado, e respondeu, sobre o complicado processo no Recife e em Petrolina – apesar de fazerem parte da Frente Popular, nos dois municípios PT e PSB podem e até tendem a apresentar candidatos próprios.

    GAZZETA DO SÃO FRANCISCO – No ano passado foi muito apontada sua tentativa de manter a agenda de visitas aos municípios do interior. Quando foi definida essa estratégia?

    ARMANDO MONTEIRO NETO – Desde a campanha eu tinha uma constatação de que os senadores de Pernambuco, independentemente dos que eram mais contemporâneos da campanha, incorrem sempre ou correm o risco de se distanciarem muito porque o mandato é de oito anos. Quando os mandatos são longos você tende a se distanciar mais porque a nova eleição está mais longe. Tinha muitos municípios que diziam que nunca um senador tinha passado lá, então me impus esse compromisso se eleito fosse, procuraria manter um contato permanente com cada uma das microrregiões de Pernambuco.

    GAZZETA – Esse contato é uma demanda dos municípios, mas imagino que também contribui para oxigenar o mandato.

    ARMANDO MONTEIRO – Condição fundamental para que você tenha sintonia, sintonize seu discurso, sua agenda no congresso com as questões que são do interesse de Pernambuco que eu conheço ao longo da minha trajetória. Tenho uma visão geral dos problemas do estado, mas nunca você conhece verdadeiramente os problemas de cada uma das regiões, com suas especificidades, peculiaridades. Acho fundamental para que possa ter sintonia com o estado você manter esse contato frequente, permanente, com as diversas regiões.

    GAZZETA – Qual avaliação o senhor faz do ano que passou?

    ARMANDO MONTEIRO – Nós procuramos alinhar muito nossa agenda, nossa atuação às questões que a gente de alguma maneira percebe aqui. Por exemplo, acho que hoje há uma força muito grande do empreendedorismo privado, essa coisa da micro e pequenas empresas, as questões ligadas ao desafio da qualificação profissional, então pude atuar muito nessa direção.

    Primeiro na atualização da chamada Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, o regime simplificado de tributação, atualizamos as faixas que estavam defasadas há oito anos; conseguimos o parcelamento de débitos tributários para aqueles que iam ser já excluídos do programa e aí conseguiram em face do parcelamento ficar no simples; conseguimos dobrar a receita para os que exportam, o valor exportado não entra no cálculo da receita limite, é como se dobrasse o valor. Também lutamos para incluir novas categorias no Simples, sobretudo da área de serviços, que não tinham sido contempladas na primeira versão, no momento que foi aprovada a Lei Geral.

    Um outro ponto, no que diz respeito à qualificação profissional, o Pronatec, um programa lançado pela presidente Dilma, que pretende reduzir essa desconexão que existe hoje entre o ensino médio e o ensino técnico profissional. Esse programa contempla também a utilização de vagas do Sistema S. O governo fez um convênio com o sistema S pra ampliar esse esforço, serão 8 milhões de matrículas no ensino técnico profissionalizante até 2016. Além isso, tem o programa de escolas técnicas federais que está sendo implantado, então acho que esse é um foco de nossa atuação.

    E outro ponto é o problema do crack. Tenho muita preocupação hoje com essa agenda que é uma agenda que rebate na segurança pública e na saúde e pude fazer, fui o único parlamentar que destinou integralmente a emenda de bancada para o programa de combate às drogas, R$ 100 milhões. A emenda de bancada vai ser contingenciada, mas pelo menos R$ 30 ou R$ 35 milhões serão liberados. Isso articulado com o programa que foi lançado aqui pelo Governo do Estado chamado Atitude, então um conjunto de ações de caráter social e educativo envolvendo a família do drogado, oferecendo capacidade de capacitação, cursos de educação, de capacitação para o jovem. É um programa interessante.

    GAZZETA - Dentro dessa temática foi sancionada recentemente a Lei do Sistema Nacional Socioeducativo (Sinase). Qual a avaliação que o senhor faz ?

    ARMANDO MONTEIRO – O Estatuto da Criança e do Adolescente já vai fazer 20 anos, foi um passo muito avançado no sentido da concepção do que se buscava, mas na verdade a experiência demonstrou depois que os programas socioeducativos de recuperação do menor infrator não tem nos estados uma metodologia comum. Você encontra situações muito díspares, há estados onde o programa avança mais e tem caráter mais efetivo e em outros você não tem quase nada. Então, o Sinase é uma tentativa de criar um programa com uma metodologia uniforme para o país com uma coordenação do governo federal, com uma avaliação e monitoramento das politicas dessa área feitas de maneira sistemática e com mais recursos de diversas fontes. Acho que o Sinase é uma boa aposta.

    GAZZETA – O senhor concedeu uma entrevista a um jornal do Recife onde afirmou que o nome do prefeito João da Costa (PT) não aglutina a Frente Popular. O PTB vai apresentar nomes? Em outros municípios o tratamento será o mesmo?

    ARMANDO MONTEIRO – O próprio prefeito João da Costa quando nos procurou semana passada, isso foi noticiado amplamente, fez uma autocritica. Ele disse que havia realmente um déficit de interlocução na gestão dele. Ou seja, ele não deu à interlocução política, a prioridade que deveria, com isso o prefeito ficou, essa é a minha impressão, numa posição sempre muito ensimesmada e há problemas na gestão também. No caso do prefeito João da Costa nem para o próprio partido dele ele aglutina. Nesse momento o que se constata é que há setores do PT que não aceitam a recondução do prefeito. Se ele não aglutina para dentro do próprio partido e não faz interlocução com os demais partidos da Frente, uma interlocução satisfatória, o resultado é que há uma sensação de certo isolamento politico do prefeito.

    Você poderá até dizer que ele que reconheceu que havia esse déficit e pode até promover um grande esforço e recuperar esse tempo que perdeu, mas isso não é muito provável na medida em que o próprio calendário político eleitoral vai estabelecendo datas e prazos. Então, o que eu quis dizer é que a Frente Popular não pode ficar à mercê de uma posição que, de resto, corresponde à posição do prefeito e de setores do PT. Temos que construir na Frente Popular e buscar alternativas.

    E eu me sinto numa situação confortável na medida em que o PTB não está impondo nomes. Eu já declarei que para conversar com outros partidos a primeira condição nossa é abdicar dos nossos nomes, podemos apoiar qualquer outro companheiro da Frente que reúna condições. Há nomes aí na Frente que podem ser colocados, eu colocaria o próprio nome do ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB), que foi cogitado pelo partido e que pra mim é um quadro que ainda poderá se colocar no processo do Recife. Por que não? Tem densidade, tem uma experiência, uma bagagem. Tem outros nomes na Frente, o ex-vice–prefeito Luciano Siqueira (PCdoB), o deputado federal Paulo Rubens (PDT), o ex-deputado André de Paula (PSD), o deputado federal Eduardo da Fonte. Em suma, há alternativas dentro da Frente.

    GAZZETA – Com tantos nomes o senhor advoga que a Frente deveria ter mais de um candidato?

    ARMANDO MONTEIRO – Quando eu falo múltiplas quero ser rigoroso com a expressão, é mais de um. Ou seja, não significa dizer que vamos ter quatro ou cinco ou seis, que seria uma fragmentação indesejável, mas a ideia de que a gente deve ter mais de um candidato.

    GAZZETA – Como o PTB tem discutido a sucessão nos demais municípios do interior?

    ARMANDO MONTEIRO – Acho que a Frente Popular precisa ter a seguinte compreensão: cada partido tem legitimamente os seus interesses. Todos os partidos almejam conquistar o maior número possível de prefeituras, o meu próprio partido tem uma estratégia. Mas, como nós integramos uma Frente, se não tivermos a capacidade de harmonizar os interesses da Frente, vamos tensioná-la, correndo risco de criar dificuldades para o conjunto. Então, defendo a ideia de que, quando existirem candidaturas naturais, os interesses partidários não podem se sobrepor aos interesses da Frente. Veja que aqui em Cabrobó o PTB não fez nenhuma cobrança ao prefeito Eudes Caldas pelo fato de ele ter escolhido um candidato do PSB. Eu entendi que no plano local essa equação era, do ponto de vista politico, a mais recomendada para que você pudesse dar curso a um projeto político que vem dando certo aqui. Então nós, do PTB, nos sentimos muito bem contemplados com a candidatura de Auricélio que não é do partido, mas é da Frente. Espero que essa atitude que tivemos aqui em Cabrobó seja correspondida pelos outros partidos. Vamos sempre utilizar Cabrobó como uma boa referência de que é possível produzir sempre entendimento que fortaleça a própria Frente Popular.

    GAZZETA – O senhor tem acompanhado a discussão em Petrolina onde PT e PSB advogam direito de apresentar candidato a prefeito?

    ARMANDO MONTEIRO – Tenho acompanhado e até manifestei opinião em algum momento de que considerava essa filiação do deputado Odacy Amorim (PT) algo natural, afinal de contas ele migrou para um partido da Frente e migrou porque tinha suas razões. Precisamos ter a compreensão de que ninguém está rigorosamente preso a uma legenda. Sem querer entrar no mérito de inventariar responsabilidades que não me compete, o fato dele ter migrado para um partido da Frente é algo que vejo como uma coisa compreensível, razoável e tem legitimamente suas aspirações. Não vejo nenhuma dificuldade. Pelo contrário, acho que isso reforça a possibilidade de que a Frente Popular em Petrolina possa vir a eleger o prefeito. Vamos ter ao que parece lá (em Petrolina) mais de uma candidatura no nosso campo. E vejo também como muito forte e muito boa condição a candidatura do deputado Fernando Bezerra Filho (PSB), alguém sobre quem posso dar testemunho de que tem sido um parlamentar competente; jovem ainda, mas muito competente, com capacidade articulação. Vamos ter duas candidaturas robustas, fortes o que em si mesmo já nos coloca a perspectiva de que a Frente possa ganhar a eleição em Petrolina.

    GAZZETA – Como fica o nessa composição?

    MONTEIRO NETO – O PTB vai se posicionar. Vamos aguardar definição do processo, quando essa definição ocorrer em relação às candidaturas. O que posso dizer é que o PTB não deverá ter candidato próprio em Petrolina, agora o PTB vai apoiar uma das duas candidaturas do nosso campo.

    GAZZETA – Pode compor a chapa indicado o vice?

    ARMANDO MONTEIRO – É possível que sim.

    GAZZETA – Quais as perspectivas para o ano de 2012?

    ARMANDO MONTEIRO – O grande teste da presidente Dilma se dará em 2012. Em 2011 ela continuou a governar num ambiente de certo conforto no plano econômico, agora 2012 vai ser um ano que ela se submeterá a um teste porque o quadro internacional mudou, a economia internacional mudou, o mundo vai andar mais devagar e isso terá reflexo no Brasil. Vamos assistir a um processo na economia internacional de certo acirramento da competição, o Brasil vai ter dificuldade de acessar alguns mercados, os fluxos financeiros vão ser afetados por essa crise na Europa que em ultima instância é uma crise que se reflete nos bancos, nos sistema financeiro. Então, vamos ter um ano para economia, de certo modo, conturbado no cenário internacional. Agora, o Brasil tem um mercado interno forte que assegurará, de certa maneira, a possibilidade de continuar crescendo, mesmo que a uma taxa mais baixa.

    O outro teste a que a presidente vai se submeter é o teste da eleição. Ela terá uma agora uma minirreforma ministerial e vem aí o problema das eleições em que a presidente naturalmente sendo filiada ao PT vai ter que ter uma postura que leve em conta os interesses dessa ampla coligação de forças que lhe apoia. Então é sempre uma dificuldade poder transpor esse processo eleitoral. Acho, portanto, que vamos ter um ano que nos colocará esses desafios, mas tenho sempre uma posição otimista. Acho que vamos conseguir, apesar de tudo, fazer uma travessia de 2012 com custos econômicos e sociais relativamente básicos.

    [T] Geovani Siqueira [F] Gabriel Oliveira

     

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    Amor proibido é pano de fundo para Ocultos

    Publicado em 25 de Janeiro de 2012

    Amor, paixão, medo, vingança e seres ocultos são os ingredientes do romance Ocultos – A Insígnia da Estrela nas Trevas (Editora Íthala), da escritora Elayne Sampaio. Envolvente, a trama prende a atenção do leitor e, com muito suspense e mistério, conta uma história de amor proibido. Humanos e vampiros, mortais e importais são os protagonistas da história, que se passa entre o real e o sobrenatural.

    Em entrevista exclusiva ao Gazzeta do São Francisco, a escritora Elayne Sampaio conversou sobre a publicação. Formada Direito, a autora tem no romance sua vocação, mas também escreve contos, tendo participado da antologia: Passageiros do Espelho, publicada pela Editora Íthala, ao lado de autores como Miguel Sanches Neto e Isabel Furini.

    GAZZETA DO SÃO FRANCISCO – Esse é seu primeiro livro solo, como se deu a opção pela temática do suspense e dos seres ocultos?

    ELAYNE SAMPAIO – Romances envolvendo humanos e seres sobrenaturais têm sido foco de muitas abordagens na atualidade porque mexem com o imaginário e com o proibido. Esses já seriam ingredientes suficientes para uma boa estória de amor. Quando aliados ainda ao suspense e à dúvida quanto às intenções dos personagens tornam-se instigantes e envolventes, por isso optei por uma temática que, além de atual, inspira o inimaginável.

    GAZZETA – Quando foi seu primeiro contato com os livros e quando percebeu que a literatura poderia ser uma área de atuação?

    ELAYNE – Sempre participei do mundo dos livros como “espectadora”. Tenho gosto absurdamente eclético. Costumo ler tudo o que me indicam para só depois tirar minhas próprias conclusões. Romances sempre me atraíram, mas um número grande de livros policiais, de terror e de ação também preenche minha estante. Acredito que, de tanto ler, estórias começaram a brotar na minha mente e pedir passagem com tanta intensidade que acabei cedendo e colocando no papel. O livro Ocultos não foi o primeiro romance que escrevi. Já tive a oportunidade de escrever outras estórias, apesar de nunca tê-las divulgado na íntegra. Foi só quando notei que não conseguia mais parar de escrever e de inventar romances e personagens novos que decidi tomar a literatura como a minha esfera principal de atividade.

    GAZZETA – Você é formada em Direito. Como faz pra conciliar a rotina do escritório com a literatura?

    ELAYNE – Enquanto trabalhava na área do Direito meu tempo se dividia entre a rotina de fórum e escritório e a leitura, hobby que nunca abandonei. Depois do nascimento da minha filha, minha rotina profissional diminuiu a ponto de permitir que eu transformasse meu papel de leitora em escritora.

    GAZZETA – O que está lendo nesse momento?

    ELAYNE – Adoro ler séries de livros. Quando pensei em escrever sobre esse universo fantástico foi porque já tinha lido a maioria das séries e tinha me identificado com o tema da maioria. Depois do lançamento de Ocultos, comecei a ler a série Imortais, da escritora estadunidense Alyson Noël.

    GAZZETA – Aponte autores que, de algum modo, influenciam no seu modo de escrever.

    ELAYNE – No modo de escrever posso apontar autores como Lisa Jane Smith, da série Diários do Vampiro. Isabel Furini e Waldick Garret, que além de excelentes escritores também são meus amigos, foram outros que lapidaram, mesmo que sem saber, meus textos com seus conselhos e trabalhos primorosos.

    GAZZETA – Na sua opinião, por que o amor proibido ainda continua sendo um bom “gancho” para prender a atenção dos leitores?

    ELAYNE – O amor proibido sempre vai ser um bom “gancho” porque os leitores tendem a torcer e a se solidarizar com o casal que sofre para sustentar um romance, mas que não abre mão de vivê-lo, apesar das dificuldades.

    GAZZETA – O universo dos vampiros, a imortalidade, o sobrenatural tem sido temática recorrente no cinema. Como foi colocar esse mundo fantástico no livro? Você se inspirou em algum filme, já que a personagem principal se apaixona por um astro da TV?

    ELAYNE – Não posso dizer que tenha sido uma inspiração, mas vendo a paixão de algumas fãs pelos astros que protagonizam a série de TV Vampire Diaries e os filmes da série Crepúsculo, imaginei como seria se uma delas tivesse a oportunidade de conhecer seu ídolo e de viver com ele uma história de amor cercada de suspense e de acontecimentos sobrenaturais.

    GAZZETA – O livro é voltado para o público adolescente, que costuma passar horas em frente ao computador. Quais estratégias você utilizou para prender a atenção dos jovens?

    ELAYNE – Procurei escrever com uma linguagem própria, de forma envolvente, sobre um tema que aguçasse a curiosidade e a imaginação.

    GAZZETA – Além do seu livro, claro, qual outra publicação indicaria para os jovens leitores do Gazzeta?

    ELAYNE – Anjos das Trevas, da autora Fernanda Vernon, é um livro muito agradável e que deve ser lido por todos aqueles que gostam da temática.

    GAZZETA – São muitos os escritores que, com texto na mão, encontram dificuldade para conseguir uma editora. Como foi o contato com a editora Íthala?

    ELAYNE – Conheci a Eliane Peçanha, da editora Íthala, quando participei da Antologia Passageiros do Espelho. Como ela é uma pessoa extremamente competente, abusei um pouco da disponibilidade e da gentileza dela e passei o texto de Ocultos para que ela desse uma olhada e foi aí que meu sonho começou a sair do papel e a criar forma.

    [T] Geovani Siqueira [F] Divulgação

     

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    “Eu faço a política séria, sem barganha, sem mentiras”, diz Emanoel Lima

    Publicado em 24 de Janeiro de 2012

    Na última quinta-feira (19), a 6ª Superintendência Regional da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), com sede em Juazeiro, recebeu o novo superintendente, Emanoel Lima da Silva. Natural de Serrinha (BA), ele construiu sua vida acadêmica e política na capital Salvador para onde se mudou no início da década de 70.

    Formado em Administração de Empresas e Ciências Contábeis, sua carreira profissional começou no Jornal da Bahia. Em seguida foi para a administração pública, após concurso para auditor da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba). Na década de 90 foi para Assembleia Legislativa e exercia a atividade docente. Em 2007, foi convidado para ser subsecretário de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir). No ano passado, assumiu o cargo de diretor-geral da Secretaria de Turismo (Setur). Exerceu a função até assumir como superintendente.

    Casado, pai de dois filhos, Emanoel agora tem seu primeiro trabalho em órgão federal, após 24 anos servindo ao estado da Bahia.

    Após a cerimônia de posse que aconteceu em Brasília, ele foi apresentado em Juazeiro para assumir o compromisso com os 27 municípios, que integram a 6ª SR da Codevasf. Emanoel recebeu a equipe de reportagem do Gazzeta do São Francisco e comentou sobre as expectativas para sua gestão à frente do órgão.

    GAZZETA DO SÃO FRANCISCO- O senhor conhecia a área de atuação da 6ª SR da Codevasf e as demandas destas localidades?

    EMANOEL LIMA- Como eu estou chegando agora, se eu disser que já sei as demandas todas dos 27 municípios, eu estaria mentindo. Eu conheço a maioria das localidades, sei das carências, por estar no governo do estado. Eu trabalhei numa empresa que tinha uma atuação similar a Codevasf, que inclusive tem um escritório em Juazeiro que é a CAR (Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional), ela leva melhoria de qualidade de vida, infraestrutura rural e fomenta o desenvolvimento das comunidades ribeirinhas, das associações quilombolas, fazendo um trabalho muito parecido. A CAR atua em todo estado e a Codevasf, nos municípios que sofrem a influência da Bacia do São Francisco.

    GAZZETA – A substituição de Ana Angélica Almeida Lima causou polêmica na região. O senhor acompanhou a repercussão disso e qual sua opinião sobre o assunto?

    EMANOEL- Acompanhei sim. Eu gosto muito de ler jornal, sou uma pessoa atenta a tudo que acontece no Brasil, no meu estado e aqui em Juazeiro, como eu estava com essa possibilidade de vir também. Eu encarei a manifestação como algo natural. Agora o cargo que eu ocupo, que ela ocupava é cargo de confiança política. Se você usa critério técnico para fazer o trabalho, tudo bem, mas a polêmica é porque tiraram ela e colocaram outro. Se não fosse eu que viesse pra cá, seria outra pessoa, você entra de acordo com a mudança política no país e, no caso, esses cargos da Codevasf na Bahia ficaram para um acordo do grupo da base da presidente Dilma, para os senadores Lídice e Pinheiro responsáveis pela indicação. No trabalho de grupo da bancada da Bahia em Brasília, o PT optou por ficar com bom Jesus da Lapa e ao PSB foi oferecido Juazeiro então, Lídice me convidou. Essa questão de mudança é natural. Cargo de confiança é isso. Você tem que ter consciência e, enquanto fica fazer o seu melhor, mas a qualquer hora eu posso sair.

    [T] Lidmillie de Castro [F] Williano da Silva

    Confira a entrevista completa na edição impressa do Gazzeta

     

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    “Começo a avaliar… seriissimamente”, do ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), sobre a possibilidade de ser candidato a prefeito de Salvador.  

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