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| Publicado em 09/03/2010 às 17h29 | ||||||||||
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Artesanato é feito com produtos da Caatinga
Das mãos do arquiteto Cosme Cavalcanti, vagens, sementes, raízes, flores secas e folhas da Caatinga se transformam em peças requintadas para decoração. A ideia para confeccionar rosáceas, arranjos, caixas e outros elementos decorativos, surgiu no ano passado quando o profissional fez consultoria ao Sebrae, sobre a importância do plantio das mudas nativas da mata branca, como também é conhecido o Bioma. “É uma riqueza de texturas, cores e de beleza e a gente quebra o paradigma de que a Caatinga é feia”, salienta. Cavalcanti afirmou que a Caatinga oferece oportunidade de trabalho e renda não apenas aos profissionais, mas também de uma cadeia produtiva. “O mateiro, que cata a semente e a pessoa que prepara a semente são capacitados pelo Centro de Referência da Caatinga (Crad) – órgão independente da Universidade do Vale do São Francisco (Univasf) – e também pelos consultores e formadores do referido trabalho”, observa. Os produtos feitos a partir da Caatinga estão sendo expostos na Tenda e de acordo com Cosme Cavalcanti, deverá também participar da Fenearte deste ano e de uma feira de objetos de decoração de São Paulo. “Esse trabalho é inédito. Já sabíamos das contribuições que a Caatinga dá para medicina fitossanitária, culinária e produtos de beleza, agora a descoberta do artesanato vem mais uma vez a demonstrar a importância que o Bioma tem”, comenta. O arquiteto destacou que a utilização das vagens, sementes e folhas vem tendo o manejo correto. “Utilizamos os produtos que não serão mais aproveitados pela Natureza para preservar a espécie”. Cosme Cavalcanti afirma que as peças têm bom acabamento, são leves de conduzir e se adéquam a qualquer ambiente. Caboclo, no município de Afrânio (PE), e Milagres, na Bahia, são os campos de pesquisa utilizados por Cosme Cavalcanti. O arquiteto encontrou durante esse trabalho de busca das espécies para o artesanato, uma trepadeira que ainda não foi catalogada pelos biólogos. O material foi enviado ao Crad. “Somente em Caboclo possui 17% da vegetação endêmica. Isso abre a possibilidade para o turismo ambiental. Já estamos, inclusive, montando uma cadeia produtiva junto ao Sebrae, ao Crad e a Comissão de Revitalização de Caboclo, visando estimular os catadores e treiná-los para criar a possibilidade de renda”, informa. Até o momento 50 peças foram confeccionadas, algumas já estão em São Paulo, Recife e Salvador. Mais informações sobre o artesanato da Caatinga, através do número (87) 3861-3431. [T] Nadja Cibele [F] Deonício Braga |
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Por Joel Morais
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