Polícia apresenta acusados de matar idosa em Petrolina

COLETIVA-DELEGADOS

A Polícia Civil de Petrolina apresentou na tarde desta segunda-feira (10) os acusados do assassinato da aposentada Abenigna Lúcia do Bomfim, 67 anos. Ela foi encontrada morta na última quarta-feira (5) com as mãos amarradas e um saco na cabeça, no interior de sua casa, no bairro Cohab 5. De acordo com a polícia, Alessandra de Castro Silva, a “Baiana”, 42 anos e Leandro dos Santos Ferreira, o “Léo” 20 anos, mataram Abenigna. Ambos foram presos sábado (08). Também foram apreendidos, já nesta segunda-feira, dois adolescentes de 14 e 17 anos, filhos de Alessandra, que participaram do crime.

De acordo com a delegada da 25ª Delegacia de Homicídios, Sara Machado, uma denúncia anônima permitiu a identificação e prisão dos acusados. Alessandra morava com os filhos, uma casa alugada, vizinha a de Abenigna. Além de roubar pertences da vítima, inclusive um notebook e um telefone celular, os acusados sabiam que a vítima tinha uma poupança de R$ 20 mil e receberia a aposentadoria no dia 04, explicou a delegada.

O notebook foi encontrado em Juazeiro, por uma equipe de policiais chefiada pelo delegado Magno Neves, que apoiou as investigações, com o também delegado Marceone Ferreira, ambos presentes a coletiva de imprensa, realizada segunda no auditório do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

DENÚNCIA – Pelas condições em que o corpo foi encontrado, a perícia apurou que o crime havia acontecido três ou quatro dias antes. No local, não havia sinais de arrombamento ou indícios de que o assassinato tivesse sido cometido por alguém estranho ao convívio de Abenigna. A aposentada morreu por asfixia.

A polícia apurou que Alessandra e a filha de 17 anos foram vistas conversando com a vítima, na porta da SARA-MACHADOcasa desta, no sábado anterior a descoberta do corpo. “Com a ouvida dessas pessoas, conseguimos ver que entraram em várias contradições. Foi aí que teve uma denúncia anônima no sentido que a vizinha conhecida como ‘Baiana’ [Alessandra] estava envolvida e que o crime foi praticado com a ajuda de um comparsa, de apelido Léo, morador do João de Deus”, explicou Sara.

Um telefone celular da vítima foi encontrado em poder de Léo, que confessou o crime e acusou Alessandra de ter planejado o crime, com a participação dos filhos desta, segundo a Polícia. Os adolescentes ficaram observando o movimento na rua, enquanto Léo e Baiana cometiam o crime. “Segundo informações prestadas por Leandro, a vítima foi atingida por um murro no rosto, dado por Alessandra, desmaiou e em seguida ele amarrou a vítima com peças de vestuário da vítima e que não viu no momento em que a vítima foi asfixiada com saco plástico”, contou a delegada.

PROXIMIDADE – A acusada tinha proximidade com Abenigna porque a aposentada ajudava a vizinha. “A energia da casa da acusada estava cortada, então os filhos e a acusada iam assistir televisão na casa da vítima”, disse Sara.

Alessandra conheceu Leandro por meio do filho de 14 anos. Segundo a delegada, ela nega ter assassinado a idosa e acusa Léo de ter asfixiado Abenigna. A polícia ainda não encontrou documentos relacionados a uma indenização que Abenigna iria receber e desapareceram da casa.

“É um crime que houve premeditação. Inclusive a gente pede a população que evite, principalmente para pessoas desconhecidas, estar mostrando e fazendo qualquer tipo de comentário sobre movimentação financeira, dinheiro ou bens que tenha em sua casa. Porque esse excesso de confiança deu margem a esse crime tão brutal”, disse.

Reportagem completa na edição de sábado (15) do Gazzeta do São Francisco.

[T] [F] Jean Corrêa

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