As imagens provocam reflexão, inquietam, angustiam. A partir de uma profusão de sentimentos retratados pelas fotografias do psicólogo e professor de Educação Física na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Alexsandro Machado, e da jornalista Letícia Duarte, é mostrado um registro do modo de vida em Moçambique, sua pobreza material e, ao mesmo tempo, sua riqueza de valores e cultura.
A exposição “Paisagens do Invisível: infância e esperança em Moçambique” está em cartaz no Espaço Cultural da Câmara de Vereadores de Petrolina, até o próximo dia 24 de novembro. Do nome da mostra, surge a ideia provocadora de que faltam olhares que consigam enxergar problemas crônicos como a fome e a miséria, parte quase indissociável do cotidiano retratado.
O trabalho, realizado durante o ano de 2006, quando Alexsandro e Letícia passaram uma temporada na cidade de Magunde, choca, ao mesmo tempo em que abre os olhos do espectador para questões não tão distantes, mas tratadas como se não pertencessem a esta realidade. As imagens que compõem a exposição retratam cenários sobre infância e esperança no interior de uma das dez nações mais pobres do mundo.
De acordo com o assessor de cultura da Câmara, Cássio Lucena, o espaço recebeu a provocação da Univasf para abordar a Consciência Negra, celebrada no dia 20 de novembro. “Essa foi a forma que encontramos para verbalizar esse tema. Vivenciando novembro, a Consciência Negra, o objetivo é debater, questionar e refletir sobre essa questão, através da fotografia”, afirmou.
O horário de visitação é de 08h às 17 horas, de segunda a sexta-feira. A entrada é gratuita. Escolas ou grupos que tiverem interesse podem agendar visitação.
[T] Inês Guimarães [F] Gabriel Oliveira