Vida & Saúde

Campanha de vacinação contra gripe termina nesta sexta-feira

Vacinação-(Foto-Marcello-Casal-Jr_Agência-Brasil)

Quem ainda não se vacinou contra a gripe tem esta sexta-feira (9) para procurar os postos de saúde e garantir a imunização. Nesta última semana, o Ministério da Saúde estendeu a vacinação a toda população, pois ainda havia um estoque de 10 milhões de doses disponíveis.

Prevista inicialmente para terminar em 26 de maio, a campanha já tinha sido prorrogada com o intuito de alcançar a meta de vacinação para o grupo de risco que, neste ano, é de 90%. Segundo o último balanço, divulgado na sexta-feira (2), 76,7% do público-alvo havia sido vacinado, de um total de 54,2 milhões de pessoas.

Fazem parte do grupo de risco, crianças de 6 meses a menores de 5 anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores da área de saúde; indígenas; gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional; e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além de professores.

O ministério alerta sobre a importância do público-alvo se imunizar para evitar a gripe e seus possíveis agravamentos. A vacina disponibilizada nos postos de saúde protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela Organização Mundial da Saúde para este ano (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B).

Segundo a pasta, estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

[T] Andréia Verdélio/Agência Brasil

[F] Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Brasil reduz mortalidade materna, mas continua longe do ideal, diz especialista

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Hipertensão e hemorragia estão entre as principais causas da mortalidade materna no Brasil e no mundo, e ocorrem principalmente pela má qualidade da assistência no pré-natal e no parto.  Ontem (28), no Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que cerca de 830 mulheres morrem de complicações com a gravidez ou relacionadas com o parto todos os dias.

O vice-reitor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e professor associado livre-docente do Departamento de Obstetrícia da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp), Nelson Sass, disse que o Brasil fez muitos progressos nos último anos na redução da mortalidade materna, mas ainda está longe do ideal.

Segundo o Ministério da Saúde, a mortalidade materna no Brasil caiu 58% entre 1990 e 2015, de 143 para 60 óbitos maternos por 100 mil nascidos vivos. Levando em consideração os dados de 2010 e 2015, sendo o último ano ainda com dados preliminares, a proporção da mortalidade materna diminuiu de 12%, saindo de 67,9 para 60 óbitos por 100 mil nascidos.

Sass explica, entretanto, que a proporção, no Japão, por exemplo, é de 6 óbitos de mulheres por 100 mil nascidos vivos. No Brasil, segundo ele, os números são bastante heterogêneos e podem variar conforme a região do país, de 44 até 110 óbitos por 100 mil nascidos vivos.

“Ainda que tenhamos uma rede de atendimento, não adianta só quantidade. A qualidade da assistência precisa ser revista. As mulheres parecem ter dificuldade no segmento de atendimento, com consultas muito distantes ou não se adota prevenção”, disse o professor. “Quando você tem um alto número de mulheres que morrem de pré-eclâmpsia, por exemplo, o gestor tem que entender o porquê, e qualificar essa assistência”, afirmou. “ Maternidades sobrecarregadas, com cuidado limitado, facilitam o risco de hemorragia, por exemplo, e, às vezes falta agilidade para a mulhere receber suprimentos de sangue.”

Segundo Sass, o setor de saúde registra hoje crises importantes em todos os locais por causa do subfinanciamento e uma rede não muito bem articulada. “Não existe uma política de saúde que se dê sequencia com a troca de gestores”, argumentou.

Por que as gestantes morrem? – A morte materna ocorre durante a gestação ou 42 dias após o parto, quando as mulheres são acometidas por doenças obstétricas, em razão da gestação, ou por complicações de doenças pré-existentes. Entretanto, para o professor da Unifesp, é muito difícil encontrar algo que contraindique a gravidez. O que acontece, segundo ele, são condições de risco que merecem um pré-natal mais cuidadoso.

As principais causas de morte são pressão alta durante a gravidez, hemorragia após o parto, infecções e aborto. Sass explica que a morte materna se associa à qualidade de vida e de assistência, por isso os indicadores são piores em países em desenvolvimento e em locais com poucos recursos.

Quanto mais precária a assistência, a hemorragia acaba sendo a primeira causa de morte materna. Já no grandes centros, a hipertensão acaba se destacando, por causa de uma qualidade de pré-natal não adequado.

A hipertensão é a elevação da pressão arterial que leva a um comprometimento da saúde da mulher, e aí a pré-eclâmpsia é um fator fundamental, segundo Sass. No estado de São Paulo, é a causa mais comum para a morte materna. Já as hemorragias acontecem, principalmente, por partos mal acompanhados, por ruptura uterina e problemas com a placenta. O parto cesariano eleva o risco da placenta ficar aderida, por exemplo, e a mulher ter hemorragias.

“E por último, as infecções puerperais e as infecção relacionadas ao aborto. Existem mulheres, que infelizmente morrem por causa disso, que foram buscar a interrupção da gravidez e morrem por infecção e hemorragias”, explicou Sass. “Isso é comum no mundo todo, as causas se repetem”.

As sequelas de problemas gestacionais também são um problema grave. Para cada morte materna, de oito a dez mulheres ficam com sequelas definitivas, segundo Sass. No caso da pré-eclâmpsia, ela ainda gera a prematuridade do bebê. “Imagine uma família com a expectativa de ter o primeiro filho e de repente não tem mais a mãe e com um bebê que precisa de cuidados especiais. É uma tragédia familiar”, disse.

Pré-eclâmpsia – No último dia 22 de maio, algumas entidades internacionais promoveram o Dia Mundial da Pré-eclâmpsia, entre elas a Sociedade Internacional de Estudos sobre Hipertensão na Gravidez (ISSHP), da qual o professor Nelson Sass é membro. Todos os anos, quase 76 mil mães e 500 mil bebês no mundo morrem por causa da pré-eclâmpsia. A doença afeta de 8% a 10% das gestações no mundo e responde por 20% de todas as hospitalizações para tratamento intensivo neonatal.

Segundo o professor, a pré-eclâmpsia é uma doença grave relacionada ao aumento da pressão arterial, mas é pouco entendida e com evolução rápida e imprevisível. Aparece depois das 20 semanas de gestação com sintomas que se sobrepõem e que podem ser considerados normais na gestação, como inchaço, dor de cabeça, ganho excessivo de peso e dificuldade de respirar.

“Sabemos o que precisa acontecer para se ter hemorragia, mas a maioria das mulheres nunca ouviram falar em pré-eclâmpsia. Por isso, essas entidades querem sensibilizar as mulheres a saber que a doenças existe”, disse Sass.

[T] Andréia Verdélio/Agência Brasil

[F] Reprodução/ TV Brasil

Petrolina: Campanha de vacinação contra a influenza começa segunda-feira

Vacinação-(Foto-Divulgação)

Começa na próxima segunda-feira (17), em Petrolina, a Campanha Nacional de Vacinação Contra Influenza. Para a realização da campanha a Secretaria de Saúde do município encerrou ontem (12) um treinamento com cerca de 100 profissionais que realizarão o procedimento nas unidades básicas.

Segundo a coordenadora do Programa Municipal de Imunização (PMI), Alexsandra Santos, os profissionais tiveram todas as informações sobre a vacina, datas e público alvo. “Na primeira semana, vamos ofertar apenas para os profissionais de saúde das redes pública e privada. É importante lembrar que é necessário apresentar um comprovante de vínculo, que pode ser a carteira de classe, portaria, crachá ou contracheque. A meta é vacinar pelo menos 90% de cada grupo prioritário. Não sabemos ainda a quantidade de vacina que será destinada para o município, porém, essas doses vão vir fragmentadas, ou seja, toda semana receberemos um quantitativo”, explicou.

A partir do dia 24 de abril a vacinação será para o público-alvo da campanha que é formado pelas crianças de seis meses a menores de cinco anos, gestantes, puérperas, Idosos maiores de 60 anos, indivíduos de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (comorbidades) e professores das redes pública e privada.

A coordenadora ainda orientou sobre os mitos e verdades em relação a vacina. “Existe uma recomendação para quem tem alergia a ovo, porém, é importante reforçar que quem tem algum tipo de alergia, informe a técnica da unidade. Já em relação a adoecimento, principalmente de gripe após a vacina, não existe nenhuma relação, é apenas uma coincidência”, esclareceu.

A vacina garante proteção contra três tipos de vírus (H1N1, H3N2 e B) e estará disponível em todas as unidades de saúde da família. O Dia D acontecerá em 13 de maio para o público alvo.

OMS: depressão afeta mais de 300 milhões e números estão aumentando

Depressão-(Reprodução_Internet)

O número de pessoas que vive com depressão está aumentando – 18% entre 2005 e 2015, segundo dados divulgados hoje (23) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A estimativa é que, atualmente, mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades sofram com a doença no mundo. O órgão alertou que a depressão é a principal causa de incapacidade laboral no planeta e, nos piores casos, pode levar ao suicídio.

A depressão será o tema de maior destaque a ser tratado no Dia Mundial da Saúde, coordenado pela OMS e lembrado no próximo dia 7 de abril.

“A depressão é diferente de flutuações habituais de humor e respostas emocionais de curta duração aos desafios da vida cotidiana. Especialmente quando de longa duração e com intensidade moderada ou severa, a depressão pode se tornar um sério problema de saúde”, destacou a organização em comunicado. Os dados mostram que quase 800 mil pessoas morrem em razão de suicídios todos os anos, a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos.

A organização também alertou que, apesar da existência de tratamentos efetivos para a doença, menos da metade das pessoas afetadas pela condição no mundo – e, em alguns países, menos de 10% dos casos – recebe ajuda médica. As barreiras incluem falta de recursos, falta de profissionais capacitados e o estigma social associado a transtornos mentais, além de falhas no diagnóstico.

“O fardo da depressão e de outras condições envolvendo a saúde mental está em ascensão em todo o mundo”, concluiu a OMS, ao cobrar uma resposta compreensiva e coordenada para as desordens mentais por parte de todos os países-membros.

[T] Paula Laboissière/Agência Brasil

[F] Reprodução

 

Ministério da Saúde vai distribuir 77 milhões de camisinhas até o carnaval

Lançamento---distribuição-de-camisinha-(Secom_Prefeitura-de-Salvador)

Até o início do carnaval, o Ministério da Saúde vai distribuir 77 milhões de preservativos em todo o Brasil. A ação faz parte da campanha nacional de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), sobretudo HIV/aids, lançada hoje (21) em Salvador pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros. Este ano o slogan da campanha é No Carnaval, use camisinha e viva essa grande festa!.

“Especialmente aos jovens, nós fazemos um apelo para que usem camisinha. Nós temos um crescimento muito grande de infecção de HIV entre os jovens, especialmente de 15 a 24 anos e é muito importante que possamos controlar isso”, disse o ministro.

A distribuição das camisinhas será feitas em postos de saúde e em unidades móveis instaladas pelas prefeituras durante os dias de folia. Serão 74 milhões de preservativos e 3 milhões femininos.

De acordo com o Ministério da Saúde, apesar do fluxo de informações sobre as DSTs e do acesso aos métodos de proteção, o Brasil enfrenta uma epidemia de casos de HIV/aids, com cerca de 40 mil novos infectados por ano, principalmente entre jovens de 20 a 24 anos.

Testes – Além da prevenção, a campanha também faz um alerta para a necessidade de passar por testes que podem diagnosticar as DSTs. No caso de aids, por exemplo, há mais de 100 mil brasileiros que vivem com a doença sem saber, segundo Ricardo Barros. Além disso, a taxa dos soropositivos que estão em tratamento não chega a 30% do total de infectados que sabem do diagnóstico.

“Outro apelo que fazemos também é para que todos façam a testagem, porque temos mais de 100 mil brasileiros que são portadores de HIV e não sabem. E temos mais de 200 mil pessoas que têm o vírus, sabem disso, mas não se tratam. O tratamento que temos disponível no Brasil é o melhor do mundo e é muito importante que tenhamos o controle epidemia de HIV no país”, afirmou o ministro.

Durante o lançamento, foram apresentados um vídeo e áudios com o jingle da campanha, que tem versões em axé e samba. O material será veiculado nos meios de comunicação de todo o país.

Também participaram do lançamento da campanha o Prefeito de Salvador, ACM Neto, o vice-governador da Bahia, João Leão, e o músico Carlinhos Brown, que vai subir aos palcos e trios durante a folia soteropolitana levando a mensagem de conscientização.

“É no carnaval que a gente fala, sim, da utilização do preservativo e que isso siga o ano inteiro. Por isso que, aqui em Salvador, a cada um quilômetro, você tem a camisinha à sua disposição, distribuída gratuitamente. Não é possível que esse número de 40 mil infectados por ano continue existindo, com tanta gente dizendo sim à utilização do preservativo e ao cuidado”, disse o cantor.

Brown ainda lembrou de grandes nomes da música que morreram em decorrência da aids e não tiveram as mesmas oportunidades de prevenção e tratamento que os jovens de hoje. “Nós, geração Cazuza, estamos fazendo esse papel [de alertar à geração atual] e ele deixou esse legado, nos dizendo que nós não vamos morrer disso, por isso é importante se prevenir, fazer os testes e se tratar, sem ter vergonha dessa condição, caso seja confirmada.” (Com informações da Agência Brasil)

Febre amarela já provocou a morte de 70 pessoas em três estados

Vacinação-(Foto-Divulgação)

A febre amarela já provocou a morte de 70 pessoas nos estados de Minas Gerais, do Espírito Santo e de São Paulo. Segundo boletim divulgado hoje (8) pelo Ministério da Saúde, até o momento, 1.060 pacientes apresentaram suspeita da doença nos três estados e também na Bahia e no Tocantins. Do total notificado, 215 casos foram confirmados, 765 permanecem sob investigação e 80 foram descartados. Das 166 mortes suspeitas da doença registradas até agora, três foram descartadas e 93 ainda estão sendo avaliadas.

Minas Gerais é o estado com maior número de registros de febre amarela, com 903 notificações, das quais 191 confirmadas, em 73 municípios. O estado também tem o maior número de mortes por febre amarela, com a confirmação de 61 das 70 notificações.

Com 114 notificações de suspeitas da doença, o Espírito tem 20 casos confirmados de febre amarela e continua investigando 89. Seis pessoas morreram pela doença no estado. Em São Paulo, quatro casos de febre amarela já foram confirmados – três com morte – e cinco continuam sob investigação.

A Bahia tem nove casos suspeitos da doença e o Tocantins, um.

Vacina – O Ministério da Saúde tem enviado doses extras da vacina contra a febre amarela aos estados que têm registrado casos suspeitos da doença e aos que fazem divisa com as áreas afetadas. No total, 9,9 milhões de doses extras foram encaminhadas a cinco estados: Minas Gerais (4,5 milhões), Espírito Santo (2,5 milhões), São Paulo (1,2 milhão), Bahia (900 mil) e Rio de Janeiro (850 mil). Além da vacina, o ministério vai repassar R$ 40 milhões aos municípios mais afetados pela febre amarela no país.

A vacinação de rotina contra a febre amarela é oferecida em 19 estados do país com recomendação para imunização para a doença. Todas as pessoas que vivem nesses locais devem tomar duas doses da vacina ao longo da vida. Também precisam se vacinar, neste momento, pessoas que vão viajar ou vivem nas regiões que estão registrando casos da doença: leste de Minas Gerais, oeste do Espírito Santo, noroeste do Rio de Janeiro e oeste da Bahia.

Segundo o Ministério da Saúde, não há necessidade de corrida aos postos de saúde, pois as doses são suficientes para atender às regiões com recomendação de vacinação.

[T] Heloisa Cristaldo/Agência Brasil

[F] Divulgação

Fabricantes terão que indicar presença de lactose no rótulo de alimentos

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Fabricantes de alimentos terão que indicar no rótulo sempre que o produto tiver lactose na composição. A determinação, feita terça (31) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), prevê que em 24 meses todos os produtos devem estar dentro da norma.

A declaração da presença de lactose será obrigatória nos alimentos com mais de 100 miligramas (mg) de lactose para cada 100 gramas ou mililitros do produto. Ou seja, qualquer alimento que contenha lactose em quantidade acima de 0,1% deverá trazer a expressão “Contém lactose” na embalagem.

Segundo a Anvisa, o limite de 100 mg foi definido com base na experiência de outros países que já adotam esta regulação, como Alemanha e Hungria. De acordo com a agência reguladora, esse limite tem se mostrado seguro para as pessoas com intolerância à lactose.

A nova regra da Anvisa também permite que os fabricantes de alimentos empreguem a expressão “baixo teor de lactose” nos casos em que a quantidade de lactose for reduzida para valores entre 100 mg e 1 g por 100 g ou mililitros do alimento pronto conforme instruções do fabricante.

Com a instituição dessas regras, o mercado brasileiro de alimentos terá três tipos de rotulagem para a lactose: “zero lactose“ ou “baixo teor”, para os produtos cujo teor de lactose tenha sido reduzido e “contém lactose”, nos demais alimentos com presença da substância.

Apenas os estabelecimentos que preparam os alimentos, sejam eles sem embalagem ou embalados no próprio ponto de venda a pedido do consumidor, não estão obrigados a informar sobre o conteúdo de lactose.

A norma é uma regulamentação decorrente da Lei 13.305 de 2016, que tornou obrigatória a informação da presença de lactose nos rótulos de alimentos.

[T]  Aline Leal/ABr  [F] Reprodução

Secretaria de Saúde de Petrolina tranquiliza população sobre febre amarela

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Desde a semana passada, quando a imprensa nacional começou a noticiar o surto de febre amarela no estado de Minas Gerais, aumentou em 1000% a procura por vacina contra a doença no município. Diante disso, a Secretaria Municipal de Saúde tranquiliza a população de Petrolina de que não há riscos na nossa cidade de febre amarela. A diretora técnica de saúde, Ana Carolina Freire, informou que “não somos área de risco, nem fazemos fronteiras com essas áreas. A população não precisa ficar assustada”.

Petrolina tem duas Unidades de Saúde de Referência para vacinação contra febre amarela. A AME Amália Granja, localizada no bairro Vila Mocó, nas imediações do Parque Josefa Coelho. E a AME Roza Maria Ribeiro, no bairro Gercino Coelho, próximo à Rodoviária.

A vacinação é feita apenas para quem pretende viajar para regiões consideradas de risco da doença pelo Ministério da Saúde, como os estados das Regiões Norte, Centro-Oeste e algumas cidades do Sul. Importante tomar a vacina 10 dias antes da viagem: “As pessoas podem ir às unidades de saúde de referência e apresentar o comprovante de viagem, que pode ser o ticket da companhia de transporte aéreo ou terrestre”. Explica Ana Carolina.

A pedagoga Marden Macedo, de 60 anos, vai viajar para Minas Gerais esta semana. “Tomei vacina contra febre amarela há mais de 30 anos. Quero garantir que vou ficar imunizada antes da viagem”, afirmou. No Posto de Saúde, Marden foi orientada a procurar um médico para receber a indicação da vacina, por causa da idade. Para pessoas com mais de 60 anos, a vacina só pode ser aplicada com recomendação médica.

No calendário de vacinação, a dose deve ser aplicada em crianças a partir dos nove meses de vida. Com reforço após 10 anos. Gestantes e mães em fase de amamentação não podem tomar a vacina. Também não podem ser vacinadas pessoas com doenças autoimunes, como Aids e Lúpus.

Nas AMES de referência, a vacinação contra febre amarela começa a ser aplicada a partir das 10h e segue até às 17h, de segunda a sexta-feira.

Considerada uma doença típica da infância, caxumba pode atingir pessoas de qualquer idade

sintomas_caxumba_AgenciaBrasiliaEsta semana, a Secretaria Estadual de Saúde divulgou um boletim reforçando a importância da vacina tríplice viral como medida preventiva contra a caxumba – uma infecção viral aguda que afeta as glândulas parótidas, responsáveis pela produção da saliva e que ficam localizadas abaixo dos lóbulos das orelhas. Desde 2015 vem sendo observado em todo o país surtos da doença, com os primeiros registros em Pernambuco datados do mês de maio do ano passado. Ao longo de 2016 foram notificados 76 surtos envolvendo 836 casos no estado.

De acordo com o setor de Doenças e Agravos da Secretaria Estadual de Saúde, quanto mais rápida a comunicação, mais efetivas serão as medidas adotadas pelos municípios. Por isso, o setor de pediatria do Hospital Dom Malan (HDM/IMIP) se antecipa e busca informar à população as principais características da doença, visando assim contribuir com a prevenção. “Às vezes o que as pessoas precisam é de informação e nós não vamos pecar por essa falta de esclarecimento, até porque fazemos parte de uma rede de saúde e todos nós somos parceiros nesse sentido”, ressalta a pediatra, Fernanda Patrícia Novaes.

Considerada uma doença típica da infância, a caxumba também pode atingir pessoas de qualquer idade e evoluir com complicações graves como orquite (inflamação dos testículos), inflamação nos ovários, meningite viral e até uma encefalite (inflamação no cérebro). “Ela é mais comum na infância porque o sistema imunológico da criança ainda está em formação, mas ela pode acometer qualquer faixa etária. Geralmente, a caxumba provoca um aumento de volume bem característico próximo à mandíbula e ao ouvido, febre e dificuldade para mastigar. Nos casos leves e moderados, o paciente também pode apresentar dores no corpo, fadiga e perda de apetite”, acrescenta a pediatra.

Segundo a médica, o tratamento é sintomático (não havendo uma medicação específica) e aos primeiros sinais da doença a pessoa infectada deve procurar o posto de saúde, tendo que ficar em isolamento domiciliar para não disseminar o vírus. “Em geral, os sintomas são brandos e tratados com antitérmicos e analgésicos, devendo ser evitado o AAS. Repouso, hidratação e boa alimentação também são importantes aliados”, destaca. A contaminação da caxumba ocorre através de gotículas de saliva do doente que se espalham pelo ar alcançando as vias aéreas de pessoas próximas. A única prevenção eficaz continua sendo a vacina, cuja primeira dose no calendário brasileiro está indicada aos 12 meses, com reforço aos 15 meses na forma da vacina tetraviral.

Uma vez infectada, a pessoa pode contaminar outras no período entre 6 dias antes do início dos sintomas até cerca de 15 dias após. O período de incubação pode ser de 14 a 25 dias. “O momento não é de alarme, mas sim de atenção e reforço sobre a importância da vacinação. Estamos sempre atentos às doenças sazonais e ao surgimento de epidemias”, garante a pediatra Fernanda Patrícia Novaes.

Número de casos de HIV/aids aumenta entre os homens

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Dados apresentados pelo Ministério da Saúde revelam que o número de casos de HIV/aids tem aumentado entre os homens. Enquanto, em 2006, a razão era de 1 caso em mulher para cada 1,2 caso em homens, em 2015, o cenário passou a ser 1 caso em mulher para cada 3 casos em homens.

Além disso, os casos em mulheres apresentam queda em todas as faixas etárias, sobretudo entre as que têm de 25 a 29 anos. Em 2005, eram 32 casos para cada 100 mil habitantes.  Em 2015, esse número chegou a 16 casos por 100 mil habitantes. Já entre jovens do sexo masculino, a infecção cresceu em todas as faixas etárias. Dos 20 a 24 anos, por exemplo, a taxa de detecção subiu de 16,2 casos para cada 100 mil habitantes em 2005 para 33,1 casos em 2015.

Vulnerabilidade – Os números mostram que jovens de 18 a 24 anos permanecem como o grupo mais vulnerável em meio à epidemia no país. Apesar do diagnóstico tardio ser menor nessa faixa etária, entre os que são soropositivos, 74% buscaram algum serviço de saúde, apenas 57% estão em tratamento e 47% tiveram carga viral suprimida.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, avaliou que os jovens, de modo geral, não mantêm o hábito de frequentar unidades de saúde. Ele lembrou que o grupo é “de difícil convencimento”, por exemplo, quando o assunto é vacinação.

“Eles se acham saudáveis e são mesmo. Mas não sentem que precisam ir ao posto de saúde se proteger”, disse. “Mesmo nas campanhas para vacinação nas escolas, a recusa é muito grande”, completou.

[T] Paulo Laboissière/Agência Brasil

[F] Marcello Casal Jr/Agência Brasil